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Escrito por Neo Mondo | 24 de maio de 2019
A pesquisa considerou dados oficiais da USP, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP – Campus São Carlos), da Embrapa Instrumentação, da Embrapa Pecuária Sudeste, do Centro Universitário Central Paulista (Unicep) e do Parque Tecnológico de São Carlos (ParqTec), além de outros números colhidos por Varela, que atualmente é vice-diretor do IQSC-USP.
“Nas ocasiões em que precisávamos falar sobre São Carlos, tínhamos de recorrer a um levantamento feito em 2012”, disse Varela. Naquele ano, a cidade possuía 1,7 mil doutores, distribuídos em uma população de cerca de 230 mil habitantes. De acordo com Jorge Oishi, assessor estatístico da UFSCar e responsável pelo estudo na época, a relação no período era de um profissional com doutorado para cada 135 moradores, proporção 36% menor do que a encontrada hoje.
Segundo Varela, durante os últimos sete anos, São Carlos passou por mudanças significativas no universo científico e tecnológico, fato que o levou a desconfiar do aumento no número de pesquisadores no município.
“Nesse intervalo, houve a expansão de algumas unidades da USP, o fortalecimento das atividades de pesquisa na área dois do campus, bem como o crescimento de empresas da área de tecnologia”, disse Varela.
Para Sérgio Mascarenhas, cientista responsável por estruturar importantes centros de pesquisa e inovação em São Carlos, o país demonstra certa preocupação com os custos e investimentos em ciência, mas se esquece da principal recompensa: “Esse novo estudo mostrou que os investimentos retornam em capital humano, o mais valioso elemento para o desenvolvimento de uma nação”, disse.
De acordo com dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o número de pessoas com doutorado registrado na plataforma Lattes em novembro de 2016 era de 218.562. Desses profissionais, 61,5% atuavam na área de ensino e pesquisa e 38,5% trabalhavam como técnico-administrativos. Considerando esses números e a atual população brasileira, que gira em torno de 209 milhões de habitantes, o país possui cerca de um doutor para cada 950 residentes.
“Devemos usar ciência e tecnologia na administração do município e na solução de problemas, de tal forma que o conhecimento acumulado na cidade esteja presente nas atividades diárias do cidadão”, disse Tundisi.
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