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UCs abrigam duas espécies novas e raras de bromélias

Escrito por Neo Mondo | 22 de abril de 2019

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Parque Nacional da Bodoquena a espécie nova de bromélia é a Fosterella bodoquenensis - Foto: Elton Leme

POR - ICMBio / NEO MONDO

 
Descoberta é fruto do trabalho de catalogação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Os parques nacionais da Bodoquena (Mato Grosso do Sul) e da Chapada dos Guimarães (Mato Grosso) abrigam duas novas e raras espécies de bromélia. A descoberta é fruto do trabalho de catalogação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e ganhou um artigo sobre o assunto. Na Unidade de Conservação da Bodoquena a espécie nova de bromélia é a Fosterella bodoquenensis, e, no Parna da Chapada dos Guimarães, é a Fosterella lilliputiana.
Segundo pesquisadores, as Fosterellas são muito raras no Brasil. A descoberta reforça a importância das unidades de conservação para a conservação e manutenção a longo prazo da flora brasileira.
As bromélias (família que tem no abacaxi seu exemplar mais conhecido) é um dos grupos de plantas com maior número de espécies no território brasileiro, com grande diversidade na Floresta Atlântica e no Cerrado, os dois hotspots de biodiversidade do Brasil. Normalmente, as espécies deste grupo possuem distribuição restrita, ou seja, ocorrem em pequenas áreas.
Estas duas espécies descritas no artigo e abrigadas nas UCs ocorrem em ambientes muito específicos e são muito sensíveis a perda de habitat. Elas gostam de sombra e água fresca. Normalmente estão em paredões úmidos e sombreados pela floresta que cresce nestas áreas.
Segundo a pesquisadora do Jardim Botânico Rafaela Campostrini Forzza, a descoberta de novas espécies de plantas para a ciência dentro das UCs e fora delas em pleno século XXI mostra que ainda há muito trabalho na catalogação da biodiversidade. O Brasil descreve em média 250 novas espécies de plantas por ano.
Fosterella lilliputiana no Parna da Chapada dos Guimarães - Foto: Elton Leme

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