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Escrito por Neo Mondo | 25 de agosto de 2025
Protesto na Praia de Botafogo - Foto: Divulgação/Proteção Animal Mundial
POR - REDAÇÃO NEO MONDO
Ativistas exibiram cartazes em frente ao Museu do Amanhã e na Praia de Botafogo durante a abertura da Rio Climate Action Week
A organização não governamental Proteção Animal Mundial realizou uma manifestação pacífica em frente ao Museu do Amanhã e na Praia de Botafogo, pouco antes da Conferência Oficial de abertura da Rio Climate Action Week (RCAW).
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Ativistas da causa exibiram cartazes com frases que tinham como objetivo alertar o público que chegava ao evento sobre o impacto da crise climática na vida dos animais, além de chamar a atenção para a urgência na busca por soluções.
“Os animais são seres sencientes, ou seja, assim como os humanos, sentem dor, medo, empatia e são severamente atingidos pelas mudanças do clima, mas não têm voz para pedir que sejam lembrados nessas discussões. E é por isso que estamos aqui. Esses animais são impactados em situações como enchentes, a exemplo das que ocorreram no Rio Grande do Sul, em queimadas no Pantanal e na Amazônia, além das secas severas na região Norte. Esses eventos parecem isolados, mas são consequência da crise climática que afeta a vida das pessoas e dos animais”, afirma a gerente de clima da Proteção Animal Mundial, Camila Nakaharada.
Para a Proteção Animal Mundial, um dos grandes vilões do clima é o agronegócio.
“Os sistemas alimentares no Brasil representam 74% das emissões de gases de efeito estufa no país, segundo um estudo do Observatório do Clima. E o setor que mais eleva esse resultado é a pecuária industrial, por conta do desmatamento que a atividade causa no território brasileiro, contribuindo fortemente para o aquecimento global”, explica Camila.
Como resultado, os animais silvestres perdem habitat para a expansão do agronegócio, atividade que inclui o desmatamento de áreas nativas para o plantio de grãos.
“A soja e o milho são transformados em ração que serve para alimentar animais de fazenda, como porcos, bois e galinhas, criados confinados em plantas industriais e tratados como meras mercadorias. Para acabar com esse sofrimento e efetivamente ajudar o clima, a saída é darmos início à chamada transição justa, ou seja, evoluir para práticas agrícolas sustentáveis, o que seria essencial para beneficiar comunidades, trabalhadores e animais, sem sacrificar meios de subsistência ou ecossistemas locais”, defende a gerente de clima.
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