Amazônia COPs Cultura Destaques Economia e Negócios Emergência Climática Meio Ambiente Política Saúde Segurança Sustentabilidade Tecnologia e Inovação

Brasil foi protagonista de intensa agenda climática global

Escrito por Neo Mondo | 2 de janeiro de 2026

Compartilhe:

Eventos climáticos extremos provocaram transtornos no Brasil e no mundo, com ondas de calor, estiagem prolongada, incêndios florestais, ciclones e alagamentos -Cerimônia de entrega de certificados de sustentabilidade à Secretaria Extraordinária para a COP30. Foto: Pedro Reis/PR

POR - REDAÇÃO NEO MONDO

COP30, em Belém (PA), ficou aquém do esperado, mas trouxe progresso significativo

O objetivo era chegar bem longe e, embora o caminho tenha sido árduo e repleto de obstáculos, houve progresso significativo, ainda que menor que o necessário. Essa foi a sensação de especialistas ao final da COP30, a primeira Conferência do Clima das Nações Unidas realizada no Brasil, em Belém (PA), no coração da Amazônia. O evento foi o principal fato da área ambiental em 2025, concentrando grandes expectativas em um ano que também foi marcado por eventos climáticos extremos em diferentes regiões do país e do mundo e por decisões políticas, econômicas e institucionais com reflexos positivos e negativos sobre a conservação da natureza.

Leia também: Brasil cria o primeiro banco de sêmen de corais do Atlântico Sul

Leia também: 35 anos em 35 histórias: a nova galeria virtual da Fundação Grupo Boticário celebra a força da conservação no Brasil

“Como cientistas, tínhamos a expectativa de que a COP30 se estabelecesse como a mais significativa das 30 Conferências das Partes (COPs) já realizadas. A esperança era que todos os países chegassem a um consenso sobre a urgência da crise climática, com a aprovação do ‘mapa do caminho’ para ir além dos combustíveis fósseis, buscando uma solução para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 grau Celsius”, afirma o climatologista Carlos Nobre, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O pesquisador explica que, apesar dos esforços da diplomacia brasileira, os dois “mapas do caminho” propostos para a eliminação gradual do uso de combustíveis fósseis em curto prazo até 2040 ou, no máximo, até 2045, e para a erradicação do desmatamento global até 2030, especialmente nas florestas tropicais, não foram aprovados por todos os países. Nobre ressalta, no entanto, que a COP30 marcou um avanço significativo na adaptação às mudanças climáticas, com a criação de um conselho e de um fundo de adaptação, além de um sistema para identificar as necessidades de cada país. “Estima-se que esse fundo necessite de cerca de 300 bilhões de dólares anuais a partir de 2026, mas as doações ainda não se concretizaram. As negociações prosseguem e temos boas perspectivas nesse sentido”, destaca o cientista.

Para André Ferretti, gerente de economia da biodiversidade da Fundação Grupo Boticário e também membro da RECN, a COP30 teve surpresas positivas, como a maior importância dada ao oceano na agenda climática, com destaque para o “Blue Package”, um conjunto com 70 soluções oceânicas para enfrentar a emergência climática e contribuir com a redução de até 35% das emissões até 2050. 

Outro fator positivo na visão de Ferretti foram os avanços nas ações para adaptação às mudanças climáticas, com a aprovação de 59 indicadores no âmbito do Objetivo Global de Adaptação; o Acelerador Global de Adaptação para apoiar as NDCs (as contribuições nacionalmente determinadas dos países); e os planos de adaptação dos países, com a meta de triplicar o financiamento para isso até 2035. “Também houve um avanço na compreensão sobre as Soluções Baseadas na Natureza para enfrentar desafios nos mais diversos setores, como saúde, agropecuária, cidades, zonas costeiras, indústria, turismo, recursos hídricos, energia, entre outros”, frisa o gerente da Fundação.

Confira outros fatos relevantes na área ambiental em 2025:

Exploração de petróleo na Foz do Amazonas

Em outubro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a iniciar a prospecção de petróleo na Margem Equatorial, na foz do Rio Amazonas. A permissão foi concedida após análise de risco e simulações, embora tenha sido negada anteriormente e ainda gere polêmica devido à sensibilidade ambiental da região. A margem equatorial é considerada uma das áreas de maior biodiversidade marinha do planeta, pois abriga ecossistemas sensíveis como recifes, manguezais e um vasto corredor de espécies ameaçadas. “É fundamental fortalecer as estratégias de conservação para minimizar os impactos da exploração de óleo e gás. Um mosaico de unidades de conservação com áreas protegidas em toda a Foz do Amazonas, com unidades de uso sustentável e outras de proteção integral, torna-se ainda mais necessário para a região”, frisa Alexander Turra, membro da RECN, professor do Instituto Oceanográfico da USP e responsável pela Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano.

foto da esq para a direita alexander turra, oscar lopes e carlos nobre, remete a matéria Brasil foi protagonista de intensa agenda climática global
Da esq. para a direita - Alexander Turra, Oscar lopes (CEO e publisher do portal Neo Mondo) e Carlos Nobre - Foto: Neo Mondo

Lei do Mar

Após mais de uma década em tramitação, a Lei do Mar (PL 6969/13) foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio. O texto, que está no Senado, institui a Política Nacional para a Gestão Integrada, a Conservação e o Uso Sustentável do Sistema Costeiro-Marinho (PNGCMar). As principais diretrizes são a proteção da biodiversidade marinha, o uso sustentável dos recursos oceânicos (como pesca, petróleo, energia e turismo), o planejamento espacial marinho e a fiscalização ambiental, com foco na conservação dos ecossistemas costeiros e no combate à sobrepesca e à poluição.

Redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado

O desmatamento na Amazônia e no Cerrado diminuiu no período de agosto de 2024 a julho de 2025, segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na Amazônia, foram registrados 5.796 quilômetros quadrados de perda de vegetação, uma redução de 11,08% em relação ao ano anterior — a terceira menor taxa da série histórica, iniciada em 1988. No Cerrado, o desmatamento atingiu uma área de 7.235 quilômetros quadrados, o que equivale a uma queda de 11,49% em relação ao período anterior. A redução ocorreu pelo segundo ano consecutivo, após cinco anos de alta.

Mudanças no Licenciamento Ambiental

Foi um ano de grandes embates sobre o regime de licenciamento ambiental no Brasil. Em agosto, a Câmara dos Deputados aprovou a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (LGLA — Lei 15.190/2025). A nova legislação, que busca agilizar os processos, foi considerada um retrocesso por especialistas e organizações ambientais. Além de enfraquecer salvaguardas ambientais e reduzir a participação social, a proposta abre espaço para o “autolicenciamento” para atividades econômicas consideradas de menor impacto. Após aprovação também no Senado, o texto seguiu para sanção da Presidência da República, mas teve 63 trechos vetados. Logo após a conclusão da COP30, em contra-ataque para retomar os principais pontos do projeto original, o Congresso derrubou 52 vetos do governo. Com a derrota, o Poder Executivo avalia levar o tema ao Supremo Tribunal Federal. “A proposta enfraquece o licenciamento, não apenas pela permissão de autodeclaração, mas principalmente pela possibilidade de aplicação em diversos empreendimentos, inclusive no agronegócio, sem a devida avaliação prévia”, avalia Rafael Loyola, membro da RECN e diretor da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS).

Lançamento do AdaptaCidades e aprovação do Plano Clima

Em fevereiro, foi lançado o AdaptaCidades, iniciativa do Programa Cidades Verdes Resilientes, do governo federal. A iniciativa visa apoiar estados e municípios com recursos técnicos e financeiros para o desenvolvimento de estratégias e planos locais e regionais de adaptação à mudança do clima. A aprovação do “Plano Clima”, em dezembro, foi outro avanço climático. O documento visa orientar, implementar e monitorar as ações do país com objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa. O objetivo é zerar as emissões de CO2 até 2050, além de promover uma adaptação aos efeitos das mudanças climáticas por meio de estratégias de curto, médio e longo prazos. O Plano Clima inclui as Estratégias Nacionais de Mitigação (ENM) e Adaptação (ENA), e também os planos setoriais. São 16 agendas de trabalho de adaptação e 8 de mitigação, a serem implementadas até 2035.

Branqueamento de Corais

Iniciada em 2023, a quarta onda global de branqueamento de corais seguiu trazendo graves impactos ao oceano ao longo de 2025. O fenômeno ocorre devido ao aumento da temperatura dos mares, agravada pelas mudanças climáticas, e já afetou cerca de 84% dos recifes de coral do mundo. No Brasil, estudos divulgados ao longo do ano mostraram mortalidade em massa de corais na costa do Nordeste. Segundo artigo publicado na revista Coral Reefs, a perda de corais chegou a 88% em Maragogi, em Alagoas; 53% em São José da Coroa Grande e 28% em Porto de Galinhas, em Pernambuco; e 38% em Rio do Fogo, no Rio Grande do Norte. “Os recifes de coral são ecossistemas fundamentais para a saúde do oceano, pois são considerados berçários da vida marinha. Infelizmente, estão criticamente ameaçados pelas mudanças climáticas em todo o mundo, inclusive no Brasil”, frisa Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário e membro da RECN, lembrando que, a Fundação, o WWF-Brasil e outras instituições parceiras lançaram durante a COP30, em Belém, a Coalizão Corais do Brasil. A iniciativa é uma resposta ao chamado global para a proteção do ecossistema mais ameaçado pelas mudanças climáticas. A Coalizão integra importantes atores nacionais e internacionais que contribuem para ampliar impactos, influenciar políticas públicas, impulsionar soluções inovadoras e criar mecanismos de financiamento sustentáveis.

Tornado devasta Rio Bonito do Iguaçu (PR)

Na primeira semana de novembro, um tornado atingiu a região Sul do país, causando graves impactos, principalmente no município de Rio Bonito do Iguaçu. Um dos mais fortes fenômenos do tipo já registrados no Brasil, o tornado destruiu cerca de 90% das edificações da cidade, deixou seis mortos, centenas de feridos e mais de 750 pessoas desalojadas. Diante da dimensão da tragédia, os governos estadual e federal mobilizaram ações emergenciais e liberaram recursos para apoio humanitário e reconstrução da infraestrutura local. Um estudo realizado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Fundação Grupo Boticário, mostrou que a frequência de desastres climáticos causados por ciclones e frentes frias está 19 vezes maior nesta década em comparação com os anos 1990. Segundo estudo do MapBiomas, Rio Bonito do Iguaçu perdeu quase 60% de sua vegetação natural entre 1985 e 2000.

Incêndios na Califórnia e na Europa

No início do ano, uma série de incêndios florestais devastou o sul do estado da Califórnia, nos Estados Unidos. As chamas se espalharam rapidamente devido a uma combinação de seca prolongada, baixa umidade e ventos fortes. Em poucas semanas, grandes áreas foram queimadas, milhares de edificações foram atingidas, deixando 31 mortos e centenas de feridos. Entre abril e setembro, ondas de calor extremo atingiram a Europa, com temperaturas recordes acima de 40°C em várias regiões. Essas condições extremas provocaram incêndios florestais devastadores em países como Espanha, Portugal, França, Turquia, Grécia e Chipre, causando mortes e perdas ambientais significativas.

Chamas ardem menos nos biomas brasileiros

Levantamentos parciais do MapBiomas mostram que o Brasil registrou mais de 7,15 milhões de hectares queimados de janeiro a setembro de 2025. A área queimada teve uma redução de 67,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o fogo atingiu 22 milhões de hectares nos nove primeiros meses. O bioma mais afetado foi o Cerrado, com mais de 2 milhões de hectares atingidos , seguido pela Amazônia, a Caatinga, a Mata Atlântica, o Pantanal e o Pampa. Como forma de prevenção, na Reserva Natural Serra do Tombador, Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) mantida pela Fundação Grupo Boticário no nordeste goiano, o manejo integrado do fogo (MIF) é uma abordagem adotada para contornar a ameaça de incêndios florestais para a biodiversidade.  Pautada na ciência e no conhecimento tradicional, a abordagem contribui positivamente para reduzir o impacto e a incidência dos incêndios.

Perspectivas para 2026

Carlos Nobre ressalta que a política de combate ao desmatamento em todos os biomas brasileiros, associada à restauração florestal, representa um grande desafio, mas também pode trazer oportunidades. “A ciência, conforme demonstrado no Pavilhão de Ciência Planetária, na COP30, indica que diversos biomas brasileiros — como a Amazônia, o Cerrado, a Caatinga e o Pantanal — estão próximos do ponto de não retorno”, alerta. “Perder esses biomas significaria não apenas aumentar as emissões de gases de efeito estufa, principal fonte de emissões no Brasil, mas também comprometer a biodiversidade e a produção de alimentos”, completa.

Transição energética

O governo brasileiro deve apresentar, nos primeiros meses do ano, um plano de ação com diretrizes para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e promover a transição energética. Desdobramento das discussões da COP30, o tema deve ser amplamente debatido no próximo ano, com grande relevância internacional, e diversos países estarão envolvidos. “Um ponto sensível é como o governo planeja essa transição, conciliando a redução dos combustíveis fósseis e o uso de energia limpa, cumprindo os compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa e de adaptação, ao mesmo tempo em que planeja, por exemplo, a exploração da Margem Equatorial da Amazônia em busca de novas fontes de petróleo”, analisa Rafael Loyola.

Conferência pelo fim dos combustíveis fósseis

Ao final da COP30, um grupo de 37 países, liderados pela Colômbia, anunciou a realização de uma conferência internacional para debater um roteiro urgente para acabar com os incentivos ao uso do petróleo, do gás e do carvão. O evento deve ser realizado em abril, na cidade colombiana de Santa Marta. O objetivo do evento é avançar em temas que não entraram no texto final da COP, como a criação de mecanismos para a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis, incluindo elementos de justiça socioeconômica, apoio a comunidades e planejamento de transição justa.

Eleições gerais

Em 2026, os brasileiros irão às urnas para eleger o presidente da República, 27 governadores, 54 senadores — dois por estado —, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais (DF). Como em outros anos eleitorais, temas relevantes para a agenda ambiental estarão em debate entre os postulantes aos cargos em disputa, incluindo estratégias de proteção do patrimônio natural, legislação ambiental, políticas de desenvolvimento econômico sustentável, compromissos com metas climáticas e transição ecológica, ações de adaptação às mudanças climáticas e iniciativas de conservação da biodiversidade. “A discussão ambiental ganhará destaque, especialmente na disputa pela Presidência, abordando temas como a dependência de combustíveis fósseis e a influência do licenciamento no desenvolvimento. Além disso, a redução do desmatamento, com o compromisso do Brasil de zerar o desmatamento até 2030, será um tema central, especialmente no contexto eleitoral”, aposta Loyola.

COP17 da Biodiversidade, na Armênia

Realizada a cada dois anos e cada vez mais conectada à agenda climática, a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica será realizada entre os dias 18 e 30 de outubro de 2026, em Yerevan, na Armênia. Entre os temas em destaque, espera-se avanços no financiamento para a biodiversidade global e no desenho de um mecanismo de repartição de benefícios para sequências genéticas digitais (DSI). A COP17 também deve promover a primeira grande avaliação do progresso dos países no cumprimento das 23 metas do Marco Global de Biodiversidade (GBF), também conhecido como Acordo de Kunming-Montreal.

Adaptação às mudanças climáticas

A capacidade de tornar as cidades mais resilientes aos eventos climáticos extremos — como enchentes, secas, deslizamentos e elevação do nível do mar — será um dos grandes desafios dos próximos anos. Iniciativas que fazem uso da própria natureza e de serviços ecossistêmicos, as chamadas Soluções Baseadas na Natureza, devem ganhar espaço no planejamento urbano. A Incubadora de Projetos Solução Natureza, iniciativa lançada pela Fundação Grupo Boticário em parceria com a C40 Cities, é exemplo da capacitação e do fomento a projetos sustentáveis que devem ganhar escala. Outra iniciativa com foco em adaptação é a Plataforma Natureza ON, que mapeia áreas com vulnerabilidade climática e indica quais SBN podem ser usadas para aumentar a resiliência em cada localidade.

Ações de restauração e conservação da biodiversidade

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), fundo de florestas tropicais lançado durante a COP30, tem potencial para beneficiar ações de restauração e conservação da biodiversidade nos próximos anos. O mercado de carbono, recém-regulamentado no Brasil, pode atrair mais investimentos. Outros fundos e investimentos verdes também podem gerar oportunidades de escalar soluções que regeneram ecossistemas, reduzem emissões e fortalecem a resiliência climática.

Sobre a Rede de Especialistas em Conservação da Natureza

A Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) reúne cerca de 80 profissionais de todas as regiões do Brasil e alguns do exterior que trazem ao trabalho que desenvolvem a importância da conservação da natureza e da proteção da biodiversidade. São juristas, urbanistas, biólogos, engenheiros, ambientalistas, cientistas, professores universitários – de referência nacional e internacional – que se voluntariaram para serem porta-vozes da natureza, dando entrevistas, trazendo novas perspectivas, gerando conteúdo e enriquecendo informações de reportagens das mais diversas editorias. Criada em 2014, a Rede é uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Os pronunciamentos e artigos dos membros da Rede refletem exclusivamente a opinião dos respectivos autores. Acesse o Guia de Fontes em www.fundacaogrupoboticario.org.br

Sobre a Fundação Grupo Boticário

Com 35 anos de história, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma das principais fundações empresariais do Brasil que atuam para conservar o patrimônio natural brasileiro. Com foco na adaptação da sociedade às mudanças climáticas, especialmente em relação à segurança hídrica e à proteção costeira, a instituição atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada em todos os setores. Alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, considera que a natureza é a base para o desenvolvimento social e econômico do país. Sem fins lucrativos e mantida pelo Grupo Boticário, a Fundação Grupo Boticário contribui para que diferentes atores estejam mobilizados em busca de soluções para os principais desafios ambientais, sociais e econômicos. Já apoiou mais de 1.800 iniciativas em todos os biomas no país. Protege duas reservas privadas s de Mata Atlântica e Cerrado – os biomas mais ameaçados do Brasil pelo desmatamento –, somando 11 mil hectares, o equivalente a 70 Parques do Ibirapuera. Com 1,4 milhão de seguidores nas redes sociais, busca também aproximar a natureza do cotidiano das pessoas. A instituição é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador e presidente do Conselho do Grupo Boticário, criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. | www.fundacaogrupoboticario.org.br | @fundacaogrupoboticario (Instagram, Facebook, LinkedIn, Youtube, TikTok).

Compartilhe:


Artigos anteriores:

COP30 | Brasil entre o aplauso global e o teste da realidade

Mais de 100 ONGs pedem processo inclusivo para mapa do caminho à presidência da COP30

Antália como Palco


Artigos relacionados