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Educação, proximidade entre os setores privado e público e visão do meio ambiente como ativo são alguns dos desafios para desenvolvimento da bioeconomia

Escrito por Neo Mondo | 9 de agosto de 2019

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POR - PIMENTA COMUNICAÇÃO / NEO MONDO

 
Tema foi o foco de encontro realizado nesta quinta-feira, em São Paulo 
  Representantes de diversos setores da sociedade discutiram iniciativas inovadoras, boas práticas, desafios e potencialidades da bioeconomia durante o Fórum e Prêmio Brasil Bioeconomia 2019, promovidos pela Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), nesta quinta-feira, em São Paulo. Durante todo o dia, painéis apontaram a educação, a cooperação entre empresas e governo, a parceria com a academia e a necessidade do entendimento do meio ambiente como um ativo e não um problema como questões fundamentais para o desenvolvimento de uma economia sustentável. O evento foi aberto com a fala de Maurício Adade, CEO América Latina da DSM e Presidente do Conselho Diretor da ABBI, que pontuou a biodiversidade do Brasil como uma de suas potencialidades. Paulo Ganime, Deputado Federal e Presidente da Frente Parlamentar da Bioeconomia, defendeu que o país tem de atuar como propulsor no setor. “O Brasil não abraçar com força essa oportunidade e se tornar referência é um desperdício. Temos de tudo para ser líder no cenário da bioeconomia”, afirmou. Mathieu Flamini,  jogador de futebol e cofundador da GF Biochemicals, uma das startups de biotecnologia industrial mais celebradas do momento, além de Young Global Leader do Fórum Econômico Mundial, conduziu o keynote “A Bioeconomia: Fortalecendo uma parceria entre a natureza e a sociedade”, que teve como foco a importância da colaboração para que o mundo encontre novas possibilidades para a bioeconomia. “A questão do meio ambiente não se pode negar. Temos de nos adaptar a um novo mundo.” O fórum contou ainda com quatro painéis, que levaram à discussão pontos como novos modelos de crescimento, bioeconomia circular de baixo carbono, colaboração e coerência na atuação entre as várias partes interessadas da bioeconomia avançada e experiências inovadoras do setor. “Em 2050, teremos de nove a dez bilhões de pessoas no mundo, de onde virá essa nova energia para essa demanda? Como vamos alimentar todas as pessoas, produzir energia para elas sobreviverem e se desenvolverem e como vamos lidar com todo o lixo que vai ser gerado?”, questionou Raphaella Gomes, Head da Raízen Ventures. “O Brasil tem de assumir um protagonismo, se tornar um grande exportador de tecnologia agrícola, usando ativos biológicos, pessoas e produção intelectual”, pontuou. Gustavo Sergi, Renewable Chemicals Business Director da Braskem, afirmou durante sua fala que não existe um outro caminho a não ser a bioeconomia. “A sociedade vai exigir uma nova química para o futuro.” Segundo ele, o governo tem um papel importante nesse cenário. “Ele tem de criar políticas, incentivar o investimento das empresas. O setor privado e público tem de estar mais próximos”, finalizou. Durante o Fórum, o Prêmio Brasil Bioeconomia 2019 premiou as soluções inovadoras da Braskem, na categoria Empresas Âncoras; GlobalYeast, entre as Startups & Scale-ups; e Bio Bureau, na seção ideia.  
Empresas Âncora Start-ups & Scale-ups Ideia
Braskem – MEG Verde. GlobalYeast - XL4N: Levedura de alto desempenho para E1G. Biobureau - Controle Biotecnológico da Infestação do Mexilhão Dourado.
“Estamos muito satisfeitos com a segunda edição do evento, que trouxe ideias inovadoras e levantou questões importantes que puderam ser discutidas com os mais relevantes atores do setor de bioeconomia”, avaliou Bernardo Silva, presidente da ABBI.

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