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Escrito por Neo Mondo | 24 de maio de 2019
O plano também envolve investimento em pesquisa e capacitação. Dória reiterou que não fará cortes na área de pesquisa e de educação. “Não fizemos e nem faremos nenhum corte nessa área. As universidades têm autonomia. A única coisa que fizemos foi pedir atenção com a gestão na área fiscal”, disse o governador.
“Não vamos cortar os recursos de pesquisa nem de educação. Os recursos referentes a 1% do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] para a FAPESP estão mantidos. O grande segredo da pesquisa não será aumentar o financiamento público neste momento, mas sim criar condições favoráveis ao financiamento privado em pesquisa e desenvolvimento. Com os polos, queremos dar segurança para que a iniciativa privada faça os seus investimentos”, disse o vice-governador Rodrigo Garcia.
Dória afirmou que o plano não é um programa de incentivo fiscal. A expectativa do governo é, pelo contrário, que a arrecadação aumente por causa da maior eficiência e simplificação da tributação.
Para o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, que esteve presente no lançamento do programa, o Estado de São Paulo é o local do Brasil em que há mais investimento privado em pesquisa científica e tecnológica. “E há espaço para crescer”, ele afirmou, citando o exemplo dos Centros de Pesquisa em Engenharia [CPE] constituídos pela FAPESP em parceria com Shell, GlaxoSmithKline, Natura, Equinor, Grupo PSA, entre outras.
O programa destaca 11 polos (ou clusters) econômicos: saúde e fármacos; metal-metalúrgico, máquinas e equipamentos; automotivo; químico, borracha e plástico; derivados do petróleo e petroquímico; biocombustíveis; alimentos e bebidas; têxtil, vestuário e acessórios; couro e calçados; tecnologia e ecoflorestal.
Entre as cidades beneficiadas pelos polos de desenvolvimento estão São Paulo e Região Metropolitana, Campinas, Ribeirão Preto, Piracicaba, Marília, Bauru, São Carlos, Itapetininga, Barretos, Sorocaba, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Araçatuba e Franca, além das regiões do ABC, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira, Alto Tietê e Baixada Santista.
Em agosto, deve ser lançado o programa Indústria 4.0. “Estamos trabalhando em parceria com o governo federal para o lançamento dos pacotes de otimização desses polos de desenvolvimento econômico”, disse Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico.
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