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Escrito por Neo Mondo | 30 de outubro de 2019
O movimento midiático foi copatrocinado pelo The Nation, Columbia Journalism Review e pelo Schumann Media Center e tem apoio expressivo do jornal britânico The Guardian.
Um dos fundadores da proposta, o jornalista Mark Hertsgaard, correspondente do The Nation, afirma que as ‘mudanças climáticas’ são o eixo da história que define nossos dias. O profissional é veterano no tema, que cobre desde 1989. “Uma coisa que é 1.000% clara [é] que viemos para ficar, porque a crise climática não vai desaparecer…Temos que quebrar o silêncio sobre o clima e aumentar a cobertura, o que fizemos com muito sucesso. O nosso norte fundamental: seguir a ciência”, disse em entrevista ao jornalista Sherry Ricchiardi, divulgada pela Rede de Jornalistas Internacionais (IJNET).
O mote para dar início a esta mobilização foi a proposta de que o tema fosse difundido uma semana antes da Cúpula das Nações Unidas para a Ação Climática, que ocorreu em 23 de setembro. A criatividade foi um ponto interessante, com matérias que tratavam desde como o aquecimento global afeta atletas olímpicos aos impactos em agricultores, além das mobilizações de jovens pelo clima. Rádios conseguiram criar interatividade com o ouvinte com hashtags provocativas, como o desafio quanto à redução do uso do plástico, propondo o consumo consciente.
Além da Covering Climate Now, há muitas iniciativas espalhadas em diferentes países, como o Brasil, que tratam as mudanças climáticas com rigor e seriedade, mas o fato da mobilização trazer o holofote para a pauta é algo que merece atenção. E a realização da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-25) está na contagem regressiva. Os interessados em se juntar ao movimento global podem entrar em contato no e-mail: coveringclimatenow@cjr.org.
*Sucena Shkrada Resk – jornalista ambiental, especialista em política internacional, e meio ambiente e sociedade, é digital organizer da 350.org no Brasil.
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