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Escrito por Neo Mondo | 12 de maio de 2021
A quantidade de problemas sociais e ambientais que uma sociedade tem é também a quantidade de oportunidades que ela tem para repensar a forma como se organiza. O Stanford Social Innovation Review (SSIR) definiu Inovação Social como uma nova solução para os problemas sociais; uma solução mais eficiente, sustentável e/ou justa que as tradicionais e cujo valor gerado beneficia a sociedade como um todo.
Entre os principais atores que possuem meios para promover a sustentabilidade, mas muitas vezes carecem de rede e recursos financeiros, estão os empreendedores movidos a impacto. Empresas de impacto são aquelas que têm uma intenção explícita de abordar uma questão social por meio de um modelo de negócio e uma governança que meça e quantifique seus impactos.
Na verdade, esses agentes são essenciais, pois são os que estão mais próximos dos problemas que precisam ser enfrentados.
Esses empreendedores estão tentando encontrar caminhos para escalar seus esforços de mudança social, conforme mostrado no último Mapa de Negócios de Impacto publicado no Brasil em 2019. Uma grande porcentagem, 46% dos negócios de impacto brasileiros, são voltados para tecnologias verdes, dos quais 38% existem há menos de 2 anos e 43% não possuem modelo de negócios com faturamento recorrente.
Um bom exemplo para o ecossistema empreendedor brasileiro sobre como o investimento direcionado pode qualificar uma economia é a busca pela Economia Verde na Alemanha. De acordo com os últimos estudos da PWC Deutcher Start Monitor, 2019, a Alemanha despontou como líder mundial em inovações em tecnologia ambiental e proteção climática, a partir do investimento e revolução na matriz energética do país.
Se há concordância que a inovação social é uma agenda positiva para a construção e produção de mudanças sociais duradouras, deve-se seguir na criação e disseminação de novas práticas, estratégias, métodos e soluções que a partir da inovação geram impacto positivo. Para isso, é necessário pactuar uma série de atores envolvidos em uma dimensão territorial, setorial ou comunitária e comprometidos com uma visão de transformação de longo prazo.
Um ecossistema multissetorial, diverso e interconectado fortaleceria melhor o empreendedorismo de impacto em direção à escalabilidade no Brasil.
*Ellen Carbonari é economista, sócia e head de inovação social da Semente Negócios, empresa de aprendizagem empreendedora que tem como objetivo contribuir para a evolução de ecossistemas inovadoresBelo Monte: permanência, diálogo e desenvolvimento
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