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Projeto MAPA apresenta uma narrativa de transformação social para o século XXI a partir dos valores femininos e masculinos

Escrito por Neo Mondo | 24 de setembro de 2020

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Foto - Pixabay

POR - REDAÇÃO NEO MONDO

 
Em evento on-line, os resultados obtidos após jornada de inovação social serão apresentados em publicação e minidocumentário
  Uma narrativa coletiva que apresenta os resultados do diálogo de 37 lideranças de diferentes idades, gêneros , classes sociais, raças e áreas de atuação, que durante cinco dias se reuniram para discutir valores femininos e masculinos para o século XXI e a perspectiva de transformação social para o mundo, a partir dessas experiências. Esse é o tema da publicação “MAPA – uma Narrativa para o século XXI”, que será lançada em evento on-line na quarta-feira, dia 30 de setembro, às 19h, juntamente com um minidocumentário (teaser abaixo) que mostra todo o processo vivido por essas lideranças para a construção da narrativa. A publicação traz a narrativa com uma linguagem acessível e se inicia com a pergunta “Existe um futuro provável e um futuro desejável. Em qual você quer viver?”. A resposta é dada em dez capítulos, com mensagens que foram objeto de co-construção ao longo das conversas e das experiências vividas pelo grupo. Neles, é possível encontrar dicas de ações e iniciativas sobre o que podemos começar a fazer hoje a fim de buscar o futuro desejável.
  • O mundo não vai mudar, ele já mudou
  • O feminino e o masculino, nosso ponto de partida
  • Racismo e Branquitude, uma questão de privilégio
  • LGBTI+, uma questão de identidade
  • Laboratório de palavras, você experimenta as palavras que diz?
  • Conexão com a Natureza
  • Faísca interior, o que te convida ao movimento?
  • Rede de afeto, uma saída coletiva
  • O escuro, quem é você quando silencia?
  • Futuro desejável
O minidocumentário, por sua vez, traz o depoimento de lideranças que participaram da jornada e dá um panorama geral de como foi cada uma de suas cinco etapas vividas pelo grupo: observar; abrir a mente e o coração; presenciar; cristalizar; e prototipar. A metodologia de inovação social que orientou a jornada é a Teoria U, criada por Otto Scharmer e usada em projetos no mundo inteiro para transformações coletivas. De acordo com a idealizadora do Projeto MAPA, Renata Sbardelini, um dos principais produtos do MAPA é a própria jornada, que permitiu que as lideranças expandissem seus conhecimentos e consciência para depois aplicarem as ideias nas suas respectivas áreas de atuação e tomadas de decisão, impactando um número muito maior pessoas. Já a Narrativa e o minidocumentário reúnem estes resultados e terão acesso livre e gratuito. “A ideia é que os materiais com os resultados da primeira etapa do MAPA sejam direcionados para o maior número de pessoas possível, que sirvam como inspiração e conhecimento para sementes de transformações individuais e coletivas.”, conclui Renata.
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Um diferencial do Projeto MAPA são as possíveis reflexões de transformação social a partir das relações prejudiciais de poder nas quais a sociedade se estrutura. Por exemplo:  ser humano x natureza, rico x pobre, branco x o negro. A partir dessas análises, o MAPA revelou que as causas das narrativas atuais, apesar de suas urgências individuais, são sistêmicas, todas estão interligadas e devem ser as causas de todos. Portanto, para mudar a realidade, é preciso entender as causas e narrativas atuais para a partir daí construir novas e melhores histórias. “A narrativa do MAPA traz a urgência de causas atuais e vislumbres de saídas para um futuro desejável. A partir desta narrativa, seguiremos com a aplicação em contextos reais como a comunicação e o futuro do trabalho. O MAPA é uma constante jornada de inovação.”, finaliza Sbardelini. Todos os temas estão alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU). O Projeto MAPA foi idealizado e realizado pela Suindara Radar e Rede, teve patrocínio da Natura e foi correalizado pela empresa Feira Preta Pretahub. A iniciativa tem as parcerias estratégicas da ONU – por intermédio do Pacto Global, da Fundação Getúlio Vargas (Núcleo de Inovação), Sistema B, Presencing Institute (MIT), Rede Globo, Approach Comunicação e SESC. Parceiros engajados: Estúdio Radiográfico, Core, Moon e Aoka.
Sobre a primeira jornada do MAPA
A primeira jornada do MAPA teve como objetivo repensar o mundo a partir de um diálogo coletivo sobre valores femininos e masculinos. Para encontrar respostas livres de preconceitos e formular uma narrativa que represente a sociedade em seu processo de transformação, foi necessário juntar o grupo, em agosto de 2019, em um mesmo espaço pela primeira vez, durante cinco dias. Os participantes foram convidados a partir do seu interesse, compreensão e envolvimento na discussão proposta pela jornada, além de terem perfil de influência e articulação para disseminar o conteúdo produzido durante a jornada em suas instituições, comunidades e sociedade. As áreas de atuação das lideranças são economia e empreendedorismo, tecnologia e inovação, comunicação e cultura e renovação política e meio ambiente. A primeira edição do projeto foi idealizada por Renata Sbardelini, conduzida pela sul-africana Marian Goodman, que lidera o Innovation Leadership Labs, do Presencing Institute (MIT) e cofacilitada por Cesar Matsumoto, consultor especialista em Teoria U.
Sobre a Teoria U
A metodologia de inovação social escolhida para guiar a jornada do MAPA e abordar os desafios coletivos foi a Teoria U, desenvolvida por Otto Scharmer, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). A teoria entende que a qualidade da mudança proposta pela iniciativa depende diretamente da consciência e da disposição dos agentes envolvidos no processo. Para isso, os participantes da jornada são orientados a deixar de lado ideias do passado para conseguir absorver as novas ideias que surgiram a partir do diálogo coletivo. Além disso, para um bom resultado, a metodologia entende que os participantes precisam confiar nas inteligências da mente, do coração e da vontade mais profunda para provocar mudanças dentro de si e no sistema.

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