Cultura Destaques Saúde Segurança Sustentabilidade
Escrito por Neo Mondo | 6 de junho de 2019
Fernanda e George - Foto: Juliana Cerdeira
Mesmo diante desse esforço, a quantidade de lixo que chega aos manguezais cresce exponencialmente. Por isso, o presidente da ONG Guardiões do Mar e coordenador nacional do Projeto UÇÁ, Pedro Belga, destaca que a colaboração dos artistas é fundamental para ampliar o alcance da mensagem sobre a importância da preservação da Baia. “Os manguezais não são lixeiras, eles são os berçários da vida, são o segundo ecossistema mais produtivo do planeta. E a gente precisa que nossa voz chegue a mais pessoas. Estamos aqui, no Recôncavo da Guanabara, fazendo um trabalho que não aparece. Catamos 22 toneladas de lixo, mas as pessoas não sabem. E aí o George, a Fernanda, essa galera do bem — expressão cunhada pelo Lenine, quando esteve aqui em 2014 — resolveu emprestar a densidade dela para que esse trabalho tome vulto e todos possam saber que a Baia é bela, que está viva, que pode sobreviver. Só depende de cada um de nós. Se liguem na voz da Fernanda, do Lenine, do George Israel... porque essa galera veio aqui, conheceu, e sabe o que está fazendo”, concluiu Pedro, agradecendo aos ilustres convidados.
Projeto UÇÁ
Com o patrocínio da Petrobras – o Projeto UÇÁ já reflorestou em quatro anos mais de 182 mil m² de manguezais. Todos os dias, a equipe do Projeto Uçá em parceria com a Cooperativa Manguezal Fluminense, tem a missão de plantar e realizar a manutenção de mudas plantadas entre 2013 e 2016, que são hoje uma nova floresta. Em parceria também com a ACAPESCA (Itambí) e ACAMM (Suruí), é realizado na época do defeso um importante trabalho de limpeza que já retirou mais de 22 toneladas de lixo do ecossistema, promovendo espaço para novas tocas, instalação de novas mudas e promovendo segurança para o trabalho diário de centenas de famílias que vivem da catação do caranguejo. Esses catadores e pescadores artesanais, quando não estão limpando os mangues, passaram a ser os olhos do projeto em lugares inimagináveis, onde o lixo consegue chegar e, infelizmente, se instalar. Essa grande rede do bem, composta de pessoas simples e comprometidas, sabe que o lixo e o esgoto estão diminuindo a cada dia sua capacidade de sobrevivência.
Além de ser objeto de artigos, trabalhos de conclusão de curso e quatro dissertações de mestrado. Para o biênio 2018-2020, ele atuará na melhoria da qualidade ambiental em oito municípios da região da bacia contribuinte da Baía de Guanabara. Serão feitas ações de manutenção e monitoramento de manguezais, educação ambiental e produção de conhecimento científico de forma sustentável, priorizando os pescadores e catadores de caranguejo. O objetivo é contribuir para o conceito de “Lixo zero” e as práticas corretas de descarte de resíduos sólidos na Baía. Mais informações na página: facebook.com/projetouca/.
Kunhã Arã: da semente ao chocolate
Pré-escola: uma promessa com dez anos de atraso
Belo Monte: permanência, diálogo e desenvolvimento