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Sábado da Rio Ocean Week leva realidade virtual e caiçaras das três baías ao Museu do Amanhã

Escrito por Neo Mondo | 19 de setembro de 2026

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Sábado Crianças exploram o oceano por meio da realidade virtual durante a Rio Ocean Week, no Museu do Amanhã - Imagem gereada por IA - Ilustrativa/Neo Mondo

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DO NEO MONDO

Horizontes Azuis | Rio Ocean Week, boletim 4 (dia 3)

No terceiro dia do festival, Alexander Turra acompanhou uma atividade de imersão em VR e a exibição de um filme sobre Sepetiba, Ilha Grande e Guanabara, com a presença das comunidades retratadas

A Rio Ocean Week 2026 chegou ao terceiro dia neste sábado (19) com o Museu do Amanhã cheio de famílias e crianças, e Alexander Turra gravou o boletim ainda no fim das atividades. "Muita gente, crianças, famílias, uma galera vindo aqui", disse. No Palco Mar Aberto, o público experimentou óculos de realidade virtual em uma atividade conduzida por Caio Caciporé, ex-aluno do Instituto Oceanográfico da USP que trabalha com esse tipo de interface. A proposta, nas palavras de Turra, era "entender como a realidade virtual pode nos ajudar a ver o oceano sem mergulhar nele".

Sábado - Horizontes Azuis no terceiro dia da Rio Ocean Week 2026, com Alexander Turra entre a realidade virtual do Palco Mar Aberto e a Galeria LACO, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro - Vídeo: Alexander Turra

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Na mesma noite, o festival exibiu "Vozes das Baías", filme organizado por Pedro Belga sobre a história de três corpos d'água do estado, a Baía de Sepetiba, a Baía da Ilha Grande e a Baía de Guanabara. Parte dos caiçaras que aparecem no filme acompanhou a sessão. "Todas elas têm histórias muito interessantes e conexões distintas, em razão de suas peculiaridades, entre as pessoas e o próprio oceano", disse Turra.

O sábado concentrou também o ciclo Economia Azul, organizado com o IlhaHub e mediado por Beatriz Santomauro, com transmissão pelo canal da Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano no YouTube. Os painéis começaram às 10h com a economia da praia, passaram ao turismo azul às 11h30, trataram de pesca e maricultura às 14h, discutiram a cadeia de suprimentos para a indústria offshore às 15h30 e terminaram às 17h com o Mapa do Futuro, sobre planejamento espacial marinho.

O Cinema Comentado ocupou o dia inteiro, com nove sessões. Entre elas, "Vital de Oliveira: Memórias que não naufragam", da Diretoria de Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, "Lagoa Azul: território ameaçado", da Chioke Produções, e "Abrolhos, paraíso em perigo", da Bambalaio Filmes. No Palco Mar Aberto, a programação passou por uma roda de conversa sobre pescadores artesanais e conservação, pelo coral Coro de Cor, por um encontro sobre juventude e futuro do oceano e por duas horas dedicadas à REDÁGUA e aos mutirões de limpeza na Baía de Guanabara. A BubbleGum Banda tocou às 18h.

A Galeria LACO seguiu aberta, com curadoria de Fabiane Morais Borges e obras que propõem formas de enfrentar a contaminação da água. "Vocês não têm ideia de como ficou bacana essa curadoria, feita para que possamos estabelecer uma conexão entre arte, ciência, oceano, futuro, passado e presente", disse Turra.

O festival se encerra neste domingo (20). A série de videocasts Gente do Mar entrevista a Comandante Simone Sacco, da Nave Santa Maria, às 10h, Fabio Scarano, do Museu do Amanhã e da UFRJ, às 11h30, Tatiana Zanardi e Alcides Falanghe, da Ocean Eyes, às 13h, Elisa Mirow, do Iate Clube do Rio de Janeiro, às 14h30, e o Almirante Jaques, da Diretoria de Hidrografia e Navegação, às 16h. O show de encerramento, Bossa do Oceano, começa às 17h, e o Cristo Redentor volta a ser iluminado de azul.

Horizontes Azuis | Rio Ocean Week é uma série do Neo Mondo, mídia oficial do festival, com boletins diários gravados por Alexander Turra.

Alexander Turra é biólogo, educador, pesquisador e comunicador. Professor titular do Instituto Oceanográfico da USP e coordenador da Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano, dedica-se a aproximar o oceano e a sociedade.

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