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Série ‘Aruanas’ mostra necessidade de cuidar da Floresta Amazônica

Escrito por Neo Mondo | 19 de junho de 2019

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Foto: Globo/Fábio Rocha

POR - ONU / NEO MONDO

 
A série brasileira de ficção “Aruanas” é uma produção original da TV Globo, co-produzida pela Maria Farinha Filmes, que conta a história de quatro mulheres lutando para proteger a floresta e as terras indígenas da devastação provocada pela mineração ilegal e pela corrupção
A série apoia a Iniciativa de Defensores Ambientais, liderada pela ONU Meio Ambiente, que busca promover o respeito aos direitos ambientais e ampliar a proteção de defensores do meio ambiente. No Brasil, “Aruanas” será lançada na plataforma de streaming da Globo, a Globoplay, no dia 2 de julho. O primeiro episódio será exibido no dia 3 de julho na TV Globo. A Floresta Amazônica é o reservatório de água e o ar-condicionado do planeta. Sua sobrevivência requer o fim do desmatamento ilegal, da mineração ilegal, da contaminação dos rios e da violação dos direitos indígenas, fatores que ameaçam este bioma do qual todos dependemos. “Aruanas” é a primeira produção do seu gênero – suspense ambiental – e pretende alcançar milhões de espectadores que não estão cientes da crise que atinge a Amazônia e muitas outras partes ecologicamente vulneráveis ​​do planeta.

A série é também uma celebração da força, heroísmo e determinação das mulheres, em um momento de destruição ambiental e violação generalizada dos direitos humanos. Ambiciona inspirar outros a usarem o entretenimento para mobilizar pessoas e influenciar mudanças de comportamento. A Globo e a Maria Farinha Filmes estão organizando duas pré-estreias em Londres e Nova Iorque nos dias 18 e 24 de junho, respectivamente, com uma coletiva de imprensa apresentando, entre outras, a atriz brasileira Taís Araújo, protagonista da produção.

A série

Com 10 episódios de 45 minutos de duração, “Aruanas” conta a história de quatro mulheres liderando uma ONG que investiga ameaças socioambientais. A primeira temporada acontece na Floresta Amazônica e explora crimes baseados em eventos reais, como a mineração ilegal – que, por meio do uso de mercúrio e outros metais pesados, já causou problemas de saúde irreparáveis para populações locais. A mineração ainda é uma das principais causas do desmatamento e as disputas territoriais entre mineradoras e povos e comunidades tradicionais frequentemente terminam em violência.

O enredo

Inspirada em fatos reais, Aruanas investiga as atividades da mineradora KM, na cidade fictícia de Cari, na região amazônica, onde pessoas estão misteriosamente adoecendo. O empresário e dono da KM, Miguel Kiriakos, é um filantropo, muito respeitado pela comunidade local. As protagonistas Verônica, Luiza, Natalie e Clara (estagiária recém-contratada) tentam equilibrar suas vidas pessoais com o ativismo.

Distribuição

Como parte de um processo de distribuição democrático e inclusivo, “Aruanas” será lançada em 150 países por meio de uma plataforma de distribuição independente equipada com o Vimeo, que permitirá a qualquer pessoa comprar a série por 9,90 dólares utilizando uma conta do PayPal. De julho a outubro, 50% de todas as vendas líquidas serão doadas para uma iniciativa que protege a Floresta Amazônica. Pessoas selecionadas em todo o mundo receberão a série em primeira mão, gratuitamente, como forma de atingir um público de multiplicadores capazes de defender esse bioma. A série será lançada no dia 2 de julho e será legendada em onze idiomas: inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, holandês, russo, árabe, hindi, turco e coreano. No Brasil, “Aruanas” será lançada na plataforma de streaming da Globo, a Globoplay, no dia 2 de julho. O primeiro episódio será exibido no dia 3 de julho na TV Globo.

Apelo à ação

A série apoia a Iniciativa de Defensores Ambientais, liderada pela ONU Meio Ambiente, que busca promover o respeito aos direitos ambientais e ampliar a proteção de defensores do meio ambiente. “Aruanas” também carrega um chamado global para a ação: “Cuidar da Amazônia”. A campanha foi co-criada por organizações ambientais e de direitos humanos, incluindo Greenpeace, WWF, Anistia Internacional, Avaaz, Open Society, Global Witness e 350 org. “O entretenimento é uma ferramenta poderosa para envolver as pessoas, e promover a sensibilização sobre a floresta amazônica e solidariedade para o ativismo”, afirmou Bunny McDermid, diretor-executivo internacional do Greenpeace.

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