Cultura Destaques Diversidade e Inclusão Saúde Segurança

Vídeo sobre Belo Monte é premiado no festival AnimaMundi

Escrito por Neo Mondo | 30 de julho de 2019

Compartilhe:

POR - ISABEL ARARI (INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL) / NEO MONDO

 
A animação “Xingu, o rio que pulsa em nós”, que denuncia os impactos da hidrelétrica na Volta Grande do Xingu (PA), venceu a categoria “Portfólio” da mostra
  O curta “Xingu, o rio que pulsa em nós” foi premiado no AnimaMundi, o maior festival de animação da América Latina. Mais de 300 filmes de 40 países diferentes fizeram parte 27ª edição mostra, que aconteceu no final de julho no Rio de Janeiro e São Paulo. O filme denuncia os impactos da hidrelétrica de Belo Monte no rio e sobre os povos que vivem na Volta Grande do Xingu, no Pará. A animação foi produzida pelo Instituto Socioambiental (ISA) em parceria com a Associação Yudjá Miratu da Volta Grande do Xingu (Aymix) e Universidade Federal do Pará (UFPA).
Usina de Belo Monte - Foto/Divulgação
“O filme trata de um direito fundamental: a garantia da vida de povos indígenas e ribeirinhos que vivem em uma região única no mundo. Esse prêmio é um importante reconhecimento da luta dos povos que vivem na Volta Grande do Xingu”, comenta Biviany Rojas, advogada do ISA. A animação venceu a categoria “Portfólio” da mostra, que engloba trabalhos de animação feitos por encomenda, para propaganda, filmes institucionais, videoclipe, entre outros.

Hidrograma de conflito

Com o barramento definitivo do Xingu em 2015, a quantidade, velocidade e nível da água na região não derivam mais do fluxo natural do rio, mas sim da concessionária da usina de Belo Monte: a Norte Energia. Por meio do chamado "Hidrograma de Consenso", a empresa vai controlar o volume de água que passará pelas comportas da usina, descendo pela Volta Grande do Xingu. Os Juruna (Yudjá) vivem na Terra Indígena Paquiçamba e são conhecidos como “o povo do rio”. Eles monitoram atentamente a região desde 2013 e alertam para os riscos dessa mudança: o desaparecimento de espécies de plantas e animais, algumas delas endêmicas, e as consequências para a sobrevivência de seu povo. [Saiba mais] Os indígenas já comprovaram que o hidrograma proposto é insuficiente para manter a vida na região e exigem que seja revisto, segundo eles a medida deveria ser chamada “hidrograma de conflito”. O resultado do estudo está presente no livro “Xingu, o rio que pulsa em nós”, lançado em agosto de 2018 no no XVI Congresso da Sociedade Internacional de Etnobiologia, realizado em Belém, e no vídeo de animação que leva o mesmo nome.

Compartilhe:


Artigos anteriores:

Setembro amarelo

Heloisa Schurmann apresenta série infantil sobre preservação marinha na Bienal do Livro de São Paulo

Rio Ocean Week 2026 discute poluição marinha na margem de uma baía que despeja 216 mil toneladas de plástico por ano


Artigos relacionados