Escrito por Neo Mondo | 22 de março de 2022
Foto: Fundação Toyota do Brasil[/caption]
Existem ainda estimativas que apontam que em 2015 produzíamos 448 milhões de toneladas de plásticos – sendo que por volta de 8 bilhões de quilos deste material são despejados em nosso oceano anualmente. E mais alarmante, essa produção deve dobrar até 2050. Assim, a intoxicação de animais – que tem sido cada vez maior e mais frequente – tende a aumentar ainda mais, agravado pelas poucas Unidades de Conservação Marinha existentes, baixa preocupação com esses ambientes e pouca implementação de políticas públicas voltadas a essa problemática.
“A história de Joana, ao mesmo tempo em que nos alegra por sua recuperação, levanta um alerta para a quantidade de animais que são contaminados e que nem chegam ao conhecimento público”, comenta Camila Keiko Takahashi, bióloga que trabalhou no resgate de Joana. “A maneira mais viável e duradoura de reverter este cenário é com a sensibilização e engajamento de mais e mais pessoas para a redução do consumo de plástico e o descarte e destinação correta desses resíduos. Além de implementação efetiva de políticas públicas voltadas a essa problemática”, acrescenta.
Por cerca de 20 dias, a peixe-boi recebeu uma dieta especial que facilitava a eliminação do plástico. Diariamente os veterinários acompanhavam e analisavam suas fezes, até observarem a ausência completa dos elementos. Quando isso ocorreu, Joana pôde ser reintroduzida em seu habitat, junto com outro peixe-boi, o Raimundo.
Graças à atuação conjunta e técnica do ICMBio, Fundação SOS Mata Atlântica e Fundação Toyota do Brasil, e muitos parceiros locais, a história de Joana pôde ser revertida. No entanto, para que outras histórias possam ter o mesmo destino, é necessária uma maior conscientização quanto a redução do uso e destinação de plásticos, a urgência de criação de novas Unidades de Conservação Marinhas e uma maior preocupação com a conservação da biodiversidade brasileira. O compartilhamento de informações e histórias como a de Joana é um caminho de sensibilização para mudança de cenário.
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Foto: Fundação Toyota do Brasil[/caption] A abelha que o cafezal esqueceu
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