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Escrito por Neo Mondo | 28 de julho de 2026
União pela Restauração lança o projeto Restaura Biomas na SOBRE 2026, mirando a meta brasileira de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030 - Foto: Eduardo Aigner/WWF-Brasil
POR - REDAÇÃO NEO MONDO
O Brasil reúne conhecimento técnico, experiências bem-sucedidas e uma ampla rede de organizações e atores que trabalham pela recuperação da vegetação nativa. O desafio é criar as condições necessárias para que essas iniciativas ganhem escala e contribuam efetivamente para o cumprimento das metas nacionais de restauração.
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É nesse contexto que será lançado, oficialmente, durante a VI Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE 2O26), o projeto Restaura Biomas, pela União pela Restauração. A iniciativa busca enfrentar alguns dos maiores desafios para ampliar a recuperação da vegetação nativa no Brasil, partindo do pressuposto de que é necessário fortalecer políticas públicas, ampliar o financiamento, estruturar cadeias produtivas, aprimorar mecanismos de governança e monitoramento e conectar as decisões nacionais à realidade dos territórios. O Restaura Biomas conta com a execução do WRI Brasil e é desenvolvido em parceria com a Conservação Internacional (CI-Brasil) , The Nature Conservancy (TNC) Brasil e WWF-Brasil.
O lançamento do projeto é o grande destaque levado pela articulação à SOBRE 2026, maior conferência brasileira dedicada à restauração ecológica, que ocorre de 27 a 31 de julho de 2026, em Brasília. A União pela Restauração contará com um estande durante o evento para apresentar o novo projeto, compartilhar avanços recentes e discutir caminhos para acelerar a restauração no país.
O Brasil assumiu o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030. Atualmente, cerca de 3,4 milhões de hectares estão em processo de restauração no âmbito do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg). Avançar nessa agenda significa transformar compromissos em implementação e criar condições para que iniciativas bem-sucedidas possam alcançar novos territórios e permanecer no longo prazo.
É nesse contexto que atuam as organizações da União pela Restauração, em frentes complementares. Na área de políticas públicas, a TNC Brasil trabalha no fortalecimento das bases institucionais, técnicas e operacionais necessárias para viabilizar a restauração em escala. Entre os avanços estão o apoio à estruturação de um programa de restauração em unidades de conservação federais, ao desenvolvimento de uma plataforma nacional de monitoramento da recuperação da vegetação nativa, à implementação dos Programas de Regularização Ambiental nos estados e ao fortalecimento de espaços de governança, como a Comissão Nacional para Recuperação da Vegetação Nativa (Conaveg).
Na frente de finanças para restauração, o WWF-Brasil atua no desenvolvimento de modelos de negócio, na produção de conhecimento para apoiar decisões de investimento e na articulação entre diferentes atores do ecossistema financeiro. O objetivo é contribuir para a construção de um ambiente econômico capaz de ampliar os investimentos e consolidar a restauração como uma agenda permanente de desenvolvimento sustentável.
A CI-Brasil trabalha para conectar ações realizadas nos territórios aos mercados, às políticas públicas e aos fluxos de financiamento. Sua estratégia busca enfrentar conjuntamente desafios como financiamento de longo prazo, governança, salvaguardas socioambientais, fortalecimento da cadeia produtiva e monitoramento de impactos.
O WRI Brasil atua pela conservação e restauração da vegetação nativa, promovendo práticas voltadas ao uso da terra de forma justa e sustentável, à redução do desmatamento e ao fortalecimento dos direitos de povos e comunidades que dependem desses territórios. Como agência executora do Restaura Biomas, articula para garantir que políticas públicas, engajamento com o setor privado e pesquisa contribuam para a recuperação da vegetação nativa no país, apoiando agendas como as de financiamento da natureza, regeneração natural assistida e bioeconomia.
Durante a SOBRE 2026, o estande da União pela Restauração também será um espaço de encontro e diálogo com redes e coletivos que atuam nos diferentes biomas brasileiros. A proposta é ampliar a troca de experiências e discutir os desafios que ainda precisam ser superados para transformar o potencial brasileiro de restauração em resultados concretos.
Mais do que recuperar áreas degradadas, restaurar em escala significa construir políticas duradouras, ampliar investimentos, fortalecer cadeias produtivas e garantir a participação dos atores que vivem e trabalham nos territórios. Se o Brasil já acumulou conhecimento, experiências e capacidade para restaurar, o desafio agora é transformar esse potencial em escala.
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