Escrito por Neo Mondo | 28 de agosto de 2019
No Sul, onde ocorreu a mais significativa mudança estrutural no país, o Paraná passou a liderar a geração de receita bruta de serviços na região, com aumento de 2,2 pp, concentrando 39,3% e ocupando o lugar do Rio Grande do Sul, cuja participação caiu 3,7 pp, passando a responder por 35,2% do total.
No Nordeste, a prestação de serviços não financeiros está concentrada na Bahia (31,2%), em Pernambuco (21,3%) e no Ceará (17,1%). Juntos, esses três estados respondem por 69,6% da receita bruta regional de serviços. Todos os estados nordestinos aumentaram sua participação na década analisada, à exceção da Bahia. Synthia Santana informou, entretanto, que mesmo perdendo 4,1 pp em participação, a Bahia ainda é o principal estado em geração de receita bruta de serviços no Nordeste.
Ela disse que o Centro-Oeste, onde a estrutura produtiva é bastante homogênea, se ancora bem no segmento de transportes e nos serviços auxiliares à vocação natural do agronegócio. Tem destaque o Distrito Federal, com 36,2% de participação na receita bruta de serviços gerada na região, concentrada nos serviços tradicionais, apesar da retração de 7,1 pp em dez anos.
Em contrapartida, o estado de Mato Grosso viu sua participação em dez anos aumentar 7,2 pp, passando para 22%, “ancorada nos serviços auxiliares do agronegócio, que impulsiona toda a gama de atividades ao redor”, disse a gerente do IBGE. Segundo ela, 62,1% da receita bruta do Mato Grosso são gerados por transportes. “Então, o setor de transportes responde por 62,1% da receita de transportes em Mato Grosso. Toda a atividade que é impulsionada pelo agronegócio”.
A Região Norte tem no Amazonas e no Pará a concentração da receita bruta regional, da ordem de 36,3% e 37%, respectivamente. A participação do Amazonas caiu 3,6 pp em dez anos. A principal mudança estrutural foi o ganho de 2,4 pp de receita verificado no estado do Tocantins, no mesmo período. “O estado vem se destacando bastante no segmento de comércio atacadista, de centrais de distribuição, de logística. Isso também impulsiona toda a gama de atividades de serviços de apoio”, relatou Synthia. Em 2008, o Tocantins tinha participação de 5,3% na receita bruta de serviços da região e, em 2017, subiu para 7,7%.
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