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Escrito por Neo Mondo | 9 de dezembro de 2025
Complexo Serra da Babilônia Solar, BA - Foto: Divulgação /Rio Energy/Equinor
POR - REDAÇÃO NEO MONDO
Equinor dá um novo passo nos negócios de energia com o anúncio de seu primeiro complexo híbrido de energia que combina geração solar e eólica
A Equinor, por meio de sua subsidiária brasileira Rio Energy, iniciou a produção comercial de energia no complexo Serra da Babilônia Solar, localizado no estado da Bahia. O empreendimento está estrategicamente situado ao lado do já existente complexo eólico Serra da Babilônia, formando o primeiro ativo híbrido do portfólio de energia da Equinor e um dos pioneiros no Brasil. O complexo conta com uma capacidade de 140 MW de energia solar e 223 MW de energia eólica.
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Projetos Híbridos: Integração Solar e Eólica
Segundo Helge Haugane, vice-presidente executivo da área de Power da Equinor, projetos híbridos que integram de maneira eficiente as tecnologias solar e eólica contribuem para um fornecimento de energia mais estável e confiável, além de possibilitar maior criação de valor, alinhando-se à estratégia da empresa. A integração dessas tecnologias será essencial para o desenvolvimento de um negócio de energia competitivo.
Projetos híbridos aproveitam a complementaridade dos recursos solares e eólicos, que produzem energia em diferentes períodos do dia e em diferentes estações do ano. Essa característica reduz a intermitência associada à geração de energia renovável e melhora a estabilidade da rede elétrica.
O Serra da Babilônia Solar se beneficia das sinergias com o complexo eólico já em operação ao compartilhar infraestrutura existente e otimizar os processos de operação e manutenção. Esse compartilhamento resulta em economias de custo significativas para o complexo híbrido, quando comparado a um ativo solar isolado.
A produção anual estimada do Serra da Babilônia Solar é de 236 GWh, capaz de suprir o consumo de aproximadamente 143 mil residências brasileiras. Toda a energia gerada será comercializada no mercado brasileiro pela Danske Commodities, empresa de trading de energia pertencente à Equinor.
Veronica Coelho, presidente da Equinor no Brasil, destaca que o país é uma área-chave para o crescimento de longo prazo da empresa. Com um portfólio sólido de petróleo e gás natural — incluindo o ativo Raia, responsável por cerca de 15% da demanda total de gás do Brasil — a Equinor avança para uma oferta de energia mais integrada e diversificada. Agora, com o Serra da Babilônia Solar em operação, são cerca de 600 MW de capacidade solar e eólica em produção, que podem ser ainda mais otimizados pela Danske Commodities, sediada em São Paulo.
O Serra da Babilônia é o primeiro projeto entregue pela Rio Energy como subsidiária integral da Equinor. Adquirida em 2023, a Rio Energy traz um portfólio eólico onshore de 223 MW em operação, além de um pipeline de projetos, consolidando-se como plataforma da Equinor para crescimento na geração de energia onshore no Brasil. A empresa soma mais de dez anos de experiência no mercado brasileiro.
Roberto Colindres, CEO da Rio Energy, ressalta o orgulho pelo primeiro projeto solar entregue antes do prazo e abaixo do orçamento, demonstrando a eficiência da colaboração entre as empresas.
O portfólio de energia renovável da Equinor no Brasil em operação comercial soma aproximadamente 600 MW de capacidade em participação. Os complexos eólico onshore Serra da Babilônia 1 (223 MW) e solar Serra da Babilônia (140 MW), ambos na Bahia, são operados pela Rio Energy e pertencem integralmente à Equinor.
A Equinor também possui participação em projetos operados pela Scatec: Complexo Solar Apodi (162 MW), no Ceará, e Complexo Solar Mendubim (531 MW), no Rio Grande do Norte, com participação de 43,5% e 30%, respectivamente.
Além disso, há um pipeline de 1,5 GW de oportunidades de projetos solares e eólicos onshore sendo desenvolvidos pela Rio Energy.
A Danske Commodities, empresa de trading integralmente controlada pela Equinor, por meio de seu escritório em São Paulo, apoia a abordagem orientada ao mercado da Equinor para construir e agregar valor ao portfólio de energia no Brasil.
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