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Escrito por Neo Mondo | 1 de setembro de 2021
No Cerrado, os números apresentam alta em relação ao mesmo período do ano passado. Em agosto de 2021, o bioma apresentou 15.043 focos, diante de 10.115 em 2020. Os valores de 2021 estão acima da média histórica de 3 e de 10 anos. É um cenário preocupante que acompanha a tendência de aumento da área sob alertas de desmatamento: só nos primeiros 19 dias de agosto, uma área de 286 km² foi destruída no Cerrado – no mesmo período em 2020, o valor ficou em 75 km².
Já o Pantanal se mantém na média histórica de 10 anos. Apresentou 1.505 focos de queimadas no mês. No entanto, focos recentes nas regiões de Porto Murtinho, Corumbá e Poconé, já castigadas pelos incêndios de 2020 e a seca histórica na região preocupam. Desde 1985 o bioma perdeu 74% de superfície de água, segundo o Mapbiomas. “É um cenário que pede mais atenção pelo conjunto de fatores que incidem no equilíbrio ambiental da região'', afirma Voivodic.
A reversão desse cenário passa por medidas mais sérias de controle do desmatamento em todos os biomas, especialmente na Amazônia, já que fogo e queimadas estão altamente conectados nesta região.
"Com as mudanças nas médias de temperaturas e precipitação, as queimadas infelizmente serão cada vez mais uma realidade em biomas como Pantanal e o Cerrado. Ações de prevenção e manejo do fogo devem ser internalizadas na gestão de áreas protegidas e municípios para evitar o acúmulo de biomassa e ocorrência de grandes incêndios”, afirma Mariana Napolitano, Gerente de Ciências do WWF-Brasil.
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