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Escrito por Neo Mondo | 4 de julho de 2019

Salles afirmou que o fim do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa) no dia 28 de junho ocorreu por causa do decreto do revogaço, mas como o entendimento do Ministério do Meio Ambiente é de que a extinção do conselho não afetará projetos já em andamento, apenas os futuros, não era preciso correr para criar outro.
O Cofa era formado por representantes do governo federal, governos estaduais amazônicos e sociedade civil. Cada membro tinha mandato de dois anos e direito a um voto dentro de seu bloco.
Os embaixadores e o ministro evitaram entrar em detalhes sobre a negociação em andamento, mas Witschel sinalizou que, para os doadores, é crucial que a nova estrutura do COFA, se e quando for recriado, tenha participação de governo federal, Estados e sociedade civil – como era antes da extinção.
O MMA havia chegado a desenhar uma proposta de comitê com sete membros, cinco deles do governo federal. A proposta foi rejeitada pelos dois países europeus, que no dia 11 de junho divulgaram uma carta conjunta dizendo que estavam satisfeitos com a governança do Fundo Amazônia e viam as sugestões do governo como quebra de contrato.
“Entendemos que o ministro precisa de um pouco mais de tempo”, disse Witschel, referindo-se à necessidade de Salles de discutir o Fundo Amazônia com o novo presidente do BNDES, Gustavo Montezano. O assunto também será discutido com o ministro alemão da Cooperação e Desenvolvimento, Gerd Müller, que vem ao Brasil na próxima semana.
Salles desconversou quando foi questionado pelos jornalistas sobre as supostas “irregularidades” encontradas por ele no fundo, objeto de uma entrevista coletiva inusitada em maio − na qual nenhuma evidência foi apresentada.
O ministro disse ser uma “discussão interna” a ser feita com o BNDES, mas que o que interessa agora é o futuro. “Não queremos discutir o passado. Queremos olhar para a frente.”
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