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Escrito por Neo Mondo | 16 de outubro de 2025
A presença da Mamba Water na COP30 é um marco que coloca o Brasil no centro do diálogo climático mundial - Foto: Divulgação
POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
Primeira água em lata presente nas negociações climáticas da COP inaugura um novo capítulo para o protagonismo sustentável
Há notícias que parecem pequenos marcos — e há aquelas que anunciam viradas de era.
Saber que a Mamba Water, marca do ecossistema HEINEKEN SPIN, será a primeira água em lata da história presente na Blue Zone da COP é uma dessas. Mais do que uma curiosidade, é um gesto simbólico de transformação: a sustentabilidade enfim ocupando, de corpo e alma, o espaço onde o destino climático do planeta é negociado.
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Quando li a notícia, senti uma alegria tranquila — daquelas que misturam esperança e reconhecimento. Afinal, não se trata apenas de uma água em lata, mas de uma ideia que desidrata o discurso vazio e oferece, em troca, um gole de coerência.
Nas COPs, sempre vemos discursos grandiosos, compromissos multilaterais, metas globais. Mas, até então, poucos gestos concretos haviam penetrado o coração da conferência — a Blue Zone, onde se reúnem ministros, negociadores e chefes de Estado.
A entrada da Mamba Water ali representa um ato inédito de consistência:
É o tipo de colaboração que mostra que sustentabilidade se faz a muitas mãos.
Como explica Mauro Homem, vice-presidente de Sustentabilidade & Assuntos Corporativos do Grupo HEINEKEN:
“De forma inédita na COP, a Zona Azul será abastecida com águas envasadas em latas de alumínio, embalagem totalmente reciclável. Mamba Water nasceu para transformar o acesso à água em impacto social — e é uma honra levar essa agenda ao evento de discussões sobre mudanças climáticas mais importante do mundo.”
O gesto vai além da simbologia. Ele diz: é possível fazer diferente.
É possível transformar a hidratação de um evento em manifesto ambiental.
Nada mais coerente do que uma iniciativa dessas ganhar corpo na Amazônia, palco da COP30.
A Mamba Water não chega ao Pará apenas com latas; chega com propósito.
A marca já anunciou a doação de 20 milhões de litros de água potável a comunidades ribeirinhas — como Piriquitaquara, na Ilha do Combu, e Taiassuí, em Benevides — beneficiando mais de 500 pessoas com acesso regular à água limpa.
Além disso, o Grupo HEINEKEN impulsiona uma série de ações no estado:
Essa rede de ações traduz o que muita gente chama de legado, mas que aqui soa mais como um modo de estar no mundo — onde o impacto positivo não é um apêndice de marketing, mas o centro da estratégia.

“Ver a Mamba Water como a primeira água em lata da história a chegar à COP é a prova de que propósito e inovação podem andar juntos”, afirma Felipe Della Negra, cofundador da marca.
E ele tem razão.
Criada há apenas três anos, a Mamba Water nasceu com a missão de redefinir o acesso à água como ato social e ambiental. Seu nome — uma homenagem à serpente mais rápida da natureza — traduz movimento, fluidez e adaptação. E é exatamente isso que a marca representa: uma nova forma de pensar o consumo.
Em parceria com a Ball Corporation, líder global em embalagens sustentáveis, o projeto reforça a aposta no alumínio como material do futuro. Como lembra Tamires Silvestre, diretora de Sustentabilidade da Ball para a América do Sul:
“A lata é leve, segura, 100% reciclável e infinitamente reutilizável. Estar na COP30 é colocar em prática, de forma concreta, nosso compromisso com a circularidade e o mundo livre de resíduos.”
E até o transporte da operação ganhou atenção especial: 1,5 milhão de latas viajarão de Potirendaba (SP) até Belém (PA) em caminhões da Volkswagen com soluções de mobilidade sustentável.
“Cada entrega é uma oportunidade de gerar impacto positivo, conectando tecnologia, responsabilidade ambiental e propósito em cada quilômetro percorrido”, afirma Lívia Simões, vice-presidente de Pessoas & Cultura da Volkswagen Caminhões e Ônibus.
Não é coincidência que essa iniciativa aconteça agora — às vésperas da primeira COP sediada no Brasil, em pleno coração da Amazônia.
O país, com sua biodiversidade e potência climática, tem a chance de mostrar ao mundo que inovação e responsabilidade podem caminhar lado a lado.
A presença da Mamba Water na Blue Zone não é apenas um “case de marca”, mas um sinal de maturidade: mostra que empresas brasileiras podem ocupar, com legitimidade, o centro do debate climático global.
Em tempos de promessas e metas adiadas, a simplicidade de uma lata de água reciclável se torna quase poética. Ela materializa o que há de mais urgente: agir com propósito, sem esperar consenso.
Enquanto escrevo, imagino as latas sendo abertas na COP30. Cada som metálico ecoando como um lembrete de que pequenas ações podem mudar a paisagem do planeta.
Sim, é só água. Mas é também símbolo, narrativa e compromisso.
E, neste momento em que a humanidade precisa reaprender a beber do que é essencial, essa iniciativa soa como um brinde à coerência — algo raro e precioso.
Que cada gole da Mamba Water na Blue Zone sirva de inspiração para líderes, empresas e cidadãos.
Porque, se o futuro depende de escolhas, que elas venham acompanhadas de propósito, transparência e… muita água boa.
Mamba Water — a primeira água em lata da história a hidratar a Blue Zone da COP. Um pequeno passo para o evento, um grande gole para o planeta.
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