Amazônia COPs Destaques Economia e Negócios Emergência Climática ENERGIA Meio Ambiente Saúde Segurança Sustentabilidade Tecnologia e Inovação
Escrito por Neo Mondo | 17 de novembro de 2025
Energia que move o Brasil para o futuro - Foto: Ilustrativa/Freepik
POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
Um passo histórico rumo às emissões líquidas zero até 2039 — direto da COP30, no Brasil, para o mundo
Olá, meu caro leitor e minha querida leitora do Neo Mondo!
É um prazer estar com você de novo para contar uma daquelas histórias que fazem a gente respirar um pouco mais fundo e lembrar que, sim, ainda vale a pena acreditar em um futuro sustentável.
Eu preciso confessar algo: poucas coisas me emocionam tanto no jornalismo ambiental quanto ver — com os próprios olhos — empresas brasileiras assumindo compromissos climáticos sérios, quantificáveis e validados pela ciência. Não estou falando de “green talk”, nem de marketing verde que não se sustenta no tempo. Estou falando de metas verificadas, com prazo, método e impacto global.
E é exatamente isso que a Neoenergia acaba de fazer.
Sim, ela teve suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa validadas pela Science Based Targets Initiative (SBTi) — uma das mais respeitadas entidades internacionais quando o assunto é alinhar metas corporativas ao Acordo de Paris.
E olha o timing: esse anúncio chega enquanto a empresa participa ativamente da COP30, em Belém do Pará, como patrocinadora Ouro da conferência que está colocando o Brasil novamente no centro da agenda climática mundial.
Quando recebi essa notícia, confesso: sorri. Porque esses compromissos são o que, de verdade, fazem diferença para o planeta — e não apenas discursos.
Em linhas simples: a Neoenergia assumiu publicamente que vai chegar ao nível de emissões líquidas zero em toda sua cadeia de valor até 2039, considerando o ano base de 2021.
Ou seja, não estamos falando apenas de reduzir emissões daquilo que ela opera diretamente (Escopo 1), mas também da energia que compra e usa (Escopo 2) e das emissões relacionadas a fornecedores, clientes, combustíveis e transporte (Escopo 3).
Traduzindo: é grande. É desafiador. E é urgente.
| Meta Validada pelo SBTi | Prazo |
|---|---|
| Redução de 73% das emissões de Escopo 1 por MWh até 2030 | 2030 |
| Redução de 85% de Escopo 1 por MWh até 2039 | 2039 |
| Redução de 73% das emissões de Escopos 1, 2 e 3 da energia vendida | 2030 |
| Redução de 83% das emissões de Escopos 1, 2 e 3 da energia vendida | 2039 |
| Redução de 42% das emissões absolutas do Escopo 3 | 2030 |
| Redução de 90% das emissões absolutas do Escopo 3 | 2039 |
| Objetivo final: Net Zero em toda a cadeia de valor | 2039 |
Respira.
É muita coisa. Mas é o tipo de meta que precisamos ouvir mais no mundo.
O CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, resumiu bem o momento histórico:
“A validação das nossas metas pelo SBTi é um marco que reafirma a Neoenergia como protagonista da transição energética no Brasil. Seguimos comprometidos em antecipar soluções que unem inovação, sustentabilidade e criação de valor para toda a sociedade.”
E cá entre nós? Ele está certo.
O Brasil tem tudo para ser não apenas um protagonista climático, mas o maior laboratório vivo do planeta em energia limpa, bioeconomia e transição justa.
O SBTi é uma iniciativa que reúne gigantes do compromisso climático:
✨ CDP
✨ Pacto Global da ONU
✨ World Resources Institute (WRI)
✨ WWF
✨ We Mean Business Coalition
Seu papel é garantir que metas empresariais não se baseiem em achismos, mas em ciência climática, com o objetivo de limitar o aquecimento global a no máximo 1,5°C.
É compromisso com a vida na Terra. Simples assim.
A Neoenergia não está fazendo isso sozinha, fechada em uma sala. Ela está anunciando suas metas durante a COP30, cercada de cientistas, povos indígenas, gestores públicos e lideranças climáticas que lutam pela mesma causa.
Esse movimento:
🔹 inspira outras empresas brasileiras;
🔹 fortalece a transição energética como vocação nacional;
🔹 sinaliza ao mercado financeiro que a sustentabilidade não é custo — é estratégia.
E falando nisso…
Essas metas são parte essencial do contrato de R$ 550 milhões com a IFC (Banco Mundial), destinados à Neoenergia Coelba na Bahia.
Ou seja: o mundo está olhando para o Brasil.
E está investindo aqui porque acredita no poder da nossa energia limpa.
Enquanto escrevo esta matéria, penso:
já não basta torcer pelo futuro. A gente precisa reconstruí-lo com as próprias mãos.
E quando uma empresa de energia se compromete a reduzir quase 90% das emissões da sua cadeia — e faz isso com validação científica internacional — é como se acendessem uma luz, daquelas que não iluminam só a sala, mas o caminho inteiro.
Um país que cuida da sua energia cuida do seu povo.
E um planeta com menos carbono é um planeta com mais vida.
Não sei você, mas eu sinto que estamos vendo nascer uma página importante da história socioambiental do Brasil. A Neoenergia não resolve sozinha a crise climática — claro que não — mas dá um exemplo que ecoa.
E como jornalista, como pessoa que acredita profundamente na potência do nosso país, eu fico feliz. Feliz de verdade.
A Neoenergia está dizendo ao mundo:
não estamos aqui para assistir — estamos aqui para liderar.
E esse é o tipo de notícia que eu amo levar até você.
Saiba mais sobre a Neoenergia AQUI.

O Neo Mondo está com uma cobertura especial, diária, profunda e com o coração no lugar certo.
Leia e assista também: COP30 — Dia 7: O Brasil lança a Estratégia Nacional do “Oceano Sem Plástico” e reforça que contar histórias é também uma ação climática
Leia e assista também: COP30 — Dia 6: Inovação azul, negócios de impacto e o futuro dos portos em um mundo de mares em transformação
Leia e assista também: COP30 — Dia 5: Quando a comunicação, a ciência e a diplomacia falam a mesma língua — a língua do Oceano
Porque informar é um ato de cuidado com o planeta.
Qual você acredita que deve ser o próximo setor brasileiro a assumir metas validadas pelo SBTi?
Eu quero muito te ouvir.
O Brasil quer liderar a bioeconomia global. Mas ainda não sabe o que ela é
O Brasil aprovou a sua própria bomba-relógio ambiental
Terras raras: entre Washington, Pequim e Brasília, quem controla o futuro