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O Oceano entrou de vez na agenda climática global

Escrito por Neo Mondo | 12 de novembro de 2025

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Sem o Oceano, não há clima. Sem ciência, não há futuro - Foto: Ilustrativa/Freepik

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO

No segundo dia da COP30, Alexander Turra estreia como a voz de Neo Mondo em boletins diários direto da Blue Zone, na abertura histórica do Pavilhão do Oceano

Hoje, 11 de novembro, o planeta testemunhou um daqueles marcos que redefinem o rumo da agenda climática — e o Portal Neo Mondo esteve lá, de dentro da Blue Zone, para contar essa história.

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Foi o segundo dia da COP30, em Belém, e o momento ficou marcado pela abertura do Pavilhão do Oceano, um espaço que simboliza a entrada definitiva do mar nas negociações globais sobre o clima. E foi também o dia em que o professor e biólogo Alexander Turra — professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, coordenador da Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano com a parceria estratégica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)— estreou oficialmente como a voz de Neo Mondo na COP30, inaugurando uma série de boletins diários em vídeo que serão publicados dentro das nossas matérias exclusivas, diretamente da conferência.

Esses boletins são um convite para mergulhar na COP30 por outro ângulo — o da ciência, da emoção e da esperança. São fragmentos de um grande relato que une a diplomacia climática à vida marinha, a política à poesia do Oceano.

O início de uma nova era azul

Neste primeiro boletim, Turra falou com entusiasmo sobre o Nexo Oceano-Clima, nome que traduz o espírito do novo espaço inaugurado na COP30:

“A partir desta COP, o Oceano vai estar definitivamente inserido nas negociações como um grande aliado, tanto nas medidas de mitigação quanto de adaptação às mudanças do clima.”

A fala sintetiza o que há de mais importante nesta conferência: o reconhecimento de que sem o Oceano, não há futuro climático possível. Ele regula temperaturas, absorve carbono, sustenta economias e alimenta vidas. Por isso, o Pavilhão do Oceano surge como o lugar onde ciência e política se encontram para redesenhar o rumo da humanidade diante da crise climática.

O Oceano como solução

Turra reforçou que o Oceano é uma solução concreta, não apenas um símbolo:

“Sem o Oceano, a gente não consegue trabalhar o nosso potencial para mitigar e adaptar as mudanças do clima da forma como precisamos.”

Durante a abertura, uma sequência de painéis discutiu temas que vão da conservação marinha à economia azul, conectando pesquisadores, gestores, empresários e jovens lideranças. A atmosfera era de otimismo e colaboração. “O enfrentamento às mudanças do clima gera toda uma possibilidade de uma economia que ainda não existe, que precisa ser desenvolvida e fomentada”, afirmou.

É exatamente essa visão que guia a série de boletins de Turra: mostrar que o combate à crise climática não é apenas uma questão de urgência — é também uma oportunidade de inovação e regeneração.

Um mosaico de ideias, um mar de possibilidades

Quem circulava pelo Pavilhão do Oceano percebia isso no olhar das pessoas. Cientistas trocando anotações, jovens exibindo protótipos, representantes de governos e ONGs debatendo financiamento azul e soluções baseadas na natureza. Era um mosaico de possibilidades, como Turra descreveu, onde o enfrentamento à crise climática se transforma em um laboratório vivo de novas economias e novos modos de existir.

Nos bastidores, a conversa era de esperança e responsabilidade: como financiar a transição azul? como incluir comunidades costeiras nas decisões globais? como transformar ciência em ação?

O protagonismo brasileiro

O Brasil brilhou neste segundo dia da COP30 — e não apenas pela Amazônia, mas também pelo Atlântico Sul. A FAPESP, a USP e a Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano mostraram que o país tem liderança científica e moral para guiar o debate sobre a relação entre o Oceano e o clima.

O evento contou com nomes de peso, como representantes do Scripps Institution of Oceanography e do Woods Hole Oceanography Institution, além do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, representado por João Paulo Capobianco, secretário-executivo da pasta.

No vídeo, Turra aparece sorrindo, apontando para a movimentação no pavilhão e dizendo:

“É o começo de uma semana e meia intensa e simbólica. O Oceano está no centro das discussões, e é daqui que sairá o passo definitivo para ele nunca mais sair da agenda da COP.”

Um ciclo que não tem volta

O primeiro boletim encerra com uma frase que ecoa como manifesto:

“O passo definitivo do Oceano — nunca mais sair da agenda da COP.”

E é justamente isso que Neo Mondo quer amplificar. A partir de hoje, cada boletim de Alexander Turra será incorporado às matérias especiais publicadas por mim, formando uma cobertura multimídia e contínua que conecta o público à essência da COP30: cooperação, coragem e ciência.

O Oceano, antes esquecido, agora fala — e fala por todos nós.
E nós, no Neo Mondo, estamos aqui para amplificar essa voz azul.

Série especial “Boletins da COP30 | Horizontes Azuis”

A cada novo dia da COP30, o portal Neo Mondo publica um boletim em vídeo direto da Blue Zone, apresentado por Alexander Turra — professor da USP, coordenador da Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano e pesquisador da FAPESP.
Os vídeos são incorporados às matérias escritas por Oscar Lopes, publisher do portal, conectando o olhar da ciência e da comunicação no maior evento climático do planeta.

foto de alexander turra, “COP deve pactuar sequestro de carbono em florestas e no oceano”, afirma Alexander Turra
Alexander Turra - Foto: Divulgação

Biólogo, educador, pesquisador e comunicador. Professor titular do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo e coordenador da Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano, dedica-se a promover a aproximação entre o oceano e a sociedade.

foto do logo da catedra unesco e usp, remete a matéria O Oceano entrou de vez na agenda climática global

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