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Quinto podcast Blog Cidadãos do Mundo traz Um dia de second life nas teias socioambientais

Escrito por Neo Mondo | 7 de maio de 2019

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POR – REDAÇÃO NEO MONDO

  A jornalista *Sucena Shkrada Resk a partir deste ano está ampliando o formato de linguagem do seu blog jornalístico Cidadãos do Mundo, com a introdução de podcasts periódicos, no qual faz comentários e reflexões sobre temas socioambientais, de sustentabilidade e cidadania, além dos artigos e matérias digitais e algumas audiovisuais, que mantém  desde 2007. “Existe uma hora que temos a necessidade de modernizar e interagir em diferentes plataformas. O meu momento é agora. Aos poucos irei aprimorando a produção, com vinhetas e mais desenvoltura. Espero que gostem e também interajam”, diz a jornalista. Será possível viver sem utopias? Na concepção de grande parte da humanidade, consciente ou inconscientemente, talvez não. Por quê? Uma das respostas possíveis é um sentimento que nos move e que se chama esperança. O que faríamos sem ela? Neste artigo também na versão do quintopodcast (ouça aqui), peço licença para ousar um pouco e criar um ambiente de “second life”, no qual ,vou prestigiar algumas  personagens que fazem parte da história do socioambientalismo mundial. Convido vocês a embarcarem comigo! Neste cenário, o diálogo entre estes ícones de diferentes fases (alguns em situação póstuma) é plenamente possível. Isso está intrinsecamente ligado ao legado desses proativos pensadores, estrategistas, políticos públicos, profissionais das mais diferentes áreas, que construíram e constroem um legado que não se dissipa. Muitas vezes, podem ficar encobertos por névoas temporárias em momentos conturbados de nossa trajetória planetária. Vivemos ciclos e o desafio é saber fazer dos feedbacks algo construtivo para próximas etapas. Compondo esta grande roda de diálogo, estão presentes o biólogo Ernst Haeckel, que disseca o que está por trás do termo Ecologia, enquanto o sociólogo francês Michel Maffesoli trata da “Ecosofia”. Por sua vez, a diplomata norueguesa Gro Harlem Brundtland vai explicando o “Nosso Futuro Comum” conversando com James Lovelock, explicando a “Teoria de Gaia”. Uma efervescência de trocas. Maurice Strong e o economista Ignacy Sachs tratam do entendimento sobre “Ecodesenvolvimento”.  A bióloga Rachel Carson traz seus alertas preciosos quanto aos efeitos dos agrotóxicos em sua “Primavera Silenciosa”. A física Vandana Shiva expõe a importância das sementes crioulas e da agroecologia, enquanto a ambientalista queniana Wangari Maathai fala sobre o Movimento do Cinturão Verde. Todos trocam ideias com a contemporânea jovem ativista sueca Greta Thunberg sobre mudanças climáticas e com a ativista que estremeceu a ECO 92 – Severn Cullis Suzuki. Neste time instigante, estão os cientistas brasileiros Paulo Artaxo, José Marengo, Carlos Antonio Nobre e Chou Sin Chan. É uma forma de entender com mais profundidade o que significa a importância da mitigação (redução de danos) e adaptação às mudanças climáticas, que estão cada vez mais aceleradas, no Antropoceno. Como também, as causas e efeitos deletérios da poluição. Para debater estes conceitos, entram nesta roda, os economistas José Eli da Veiga e o cientista ambiental Pedro Jacobi, com o patologista Paulo Saldiva. Para incrementar esta conversa e trazer a concepção da Felicidade Interna Bruta (FIB), chega o rei butanês Jigme Singye Wangchuck e um representante inca e dos povos originários andinos sobre a Pachamama (Mãe Terra). Neste processo reflexivo, o sociólogo norte-americano Robert Bullard e o economista Henri Acserald trazem o componente da justiça ambiental e chamam Paulo Freire para explicar os bastidores democráticos da educação ambiental. Nossos batimentos cardíacos até aceleram, não é? É preciso ter muito fôlego para absorver tamanho conhecimento em que existe o componente da sabedoria do bem-viver. Nesta troca de saberes, é possível observar sorrisos nas entrelinhas, pois todas estas personagens reconhecem que o ser humano faz parte do meio ambiente e ainda há esperança se houver proatividade. A mensagem que traduzem é que não somos meros espectadores e vivemos perante a lei de ação e reação. Esta “second life” e também “first life”, não é? poderia prosseguir e incluir centenas de milhares de personagens anônimos que existem no planeta que fazem parte da engrenagem da construção do conhecimento e prática da transversalidade que compõe o socioambientalismo e que são boas fontes de pesquisa para você que ficou curioso para saber mais a respeito. Este foi o objetivo! Até um próximo artigo/podcast, que possa aguçar as nossas utopias por um mundo melhor, incluindo os meandros da comunicação socioambiental, que deixo para um outro capítulo. * Sucena Shkrada Resk é jornalista, formada há 27 anos, pela PUC-SP, com especializações lato sensu em Meio Ambiente e Sociedade e em Política Internacional, pela FESPSP, e autora do Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk (https://www.cidadaosdomundo.webnode.com), desde 2007, voltado às áreas de cidadania, socioambientalismo e sustentabilidade.

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