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Escrito por Neo Mondo | 4 de maio de 2026
Voz dos oceanos: entre o plástico e a vida, a urgência de transformar nossa relação com o mar se torna impossível de ignorar - Foto: Divulgação
POR - REDAÇÃO NEO MONDO
Santa Catarina avança de forma inédita na gestão de resíduos sólidos ao integrar, pela primeira vez, a temática do lixo marinho na revisão do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS/SC). A iniciativa é conduzida pela Rede Cooperativa Estadual de Pesquisa em Resíduos Sólidos (RCEPRS), que reúne instituições de ciência e tecnologia das seis mesorregiões do estado (Laboratório de Pesquisas em Resíduos Sólidos – LARESO/UFSC; IFSC Garopaba; UNESC; FURB; IFSC Itajaí; UDESC Lages; UNIVILLE; UnoChapecó; UNOESC e UFFS), com financiamento da FAPESC.
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Como parte desse esforço, a UFSC firma parceria estratégica com o instituto Voz dos Oceanos, integrando-o à Rede e, assim, fortalecendo a construção do capítulo dedicado ao lixo no mar. A colaboração amplia o diálogo entre ciência, sociedade e iniciativas de conservação marinha, agregando conhecimento técnico e engajamento social ao processo.
O projeto tem como objetivo realizar um diagnóstico abrangente da geração e gestão de resíduos sólidos em Santa Catarina, em conformidade com a legislação brasileira, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PLANARES). O estudo considera diferentes tipologias de resíduos – urbanos, da construção civil, serviços de saúde e saneamento – e incorpora dimensões técnicas, sociais, econômicas, políticas e institucionais.
No recorte costeiro, a parceria com a Voz dos Oceanos, assim como demais colaboradores – ECOMAR/UDESC Laguna, Laboratório de Conservação e Gestão Costeira da UNIVALI e Rede Oceano Limpo/Cátedra UNESCO – permitirá aprofundar análises sobre a situação da geração e gestão de resíduos nos municípios litorâneos, bem como sobre a percepção e o comportamento de instituições, organizações e da população em relação ao lixo marinho, e ainda identificar lacunas e oportunidades nos instrumentos de governança e planejamento ambiental.
Além de consolidar um panorama mais preciso da realidade catarinense, o grupo busca propor soluções integradas que contribuam para a redução dos resíduos que chegam aos ambientes marinhos, promovendo ações articuladas entre poder público, setor produtivo, academia e sociedade civil. A Casa Vozes do Oceano, edição Florianópolis, deverá ser espaço para apresentação e debate do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS/SC), aproximando-o ainda mais da população catarinense.
“Nós, da Voz dos Oceanos, estamos muito felizes de fazer parte deste trabalho que une ciência, educação e gestão em prol do ambiente marinho cuja conservação é fundamental para todos nós, seres humanos. Esperamos colaborar de forma significativa com este e outros projetos da UFSC e da Rede Cooperativa Estadual de Pesquisa em Resíduos Sólidos, que vem desempenhando papel fundamental em esforços para preservação do meio ambiente”, comenta David Schurmann, CEO do Instituto Voz dos Oceanos.
“A parceria com o Instituto Voz dos Oceanos representa um avanço significativo na construção e revisão do Plano Estadual de Resíduos Sólidos de Santa Catarina. Unir o rigor científico da Rede ao alcance e ao engajamento social de uma iniciativa como a Voz dos Oceanos amplia nossa capacidade de compreender e enfrentar a problemática do lixo marinho de forma integrada. Esse diálogo entre academia, sociedade civil e poder público nos permitirá propor soluções mais efetivas e duradouras para os ecossistemas costeiros e marinhos do nosso estado”, afirma o professor doutor Armando Borges de Castilhos Júnior, coordenador da RCEPRS e do LARESO/UFSC.
Com uma abordagem integrada e orientada à tomada de decisão, a iniciativa contribuirá para o fortalecimento da gestão de resíduos em Santa Catarina, promovendo ganhos econômicos, sociais, ambientais e tecnológicos. O projeto também terá impactos relevantes na produção científica e na formação de recursos humanos qualificados, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 6 (Água Potável e Saneamento), ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), e com repercussões nos ODS 12 (Consumo e Produção Sustentáveis) e 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).
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