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Escrito por Neo Mondo | 11 de janeiro de 2019
Alguns parques nacionais ainda resistem à pressão sobre a riqueza da fauna e flora selvagens. Entre estas unidades de conservação, estão a Reserva Queniana de Maasai Mara, onde elefantes, gazelas, gnus, zebras, entre outros animais protagonizam também um espetáculo da natureza anualmente com o processo migratório em direção ao Parque Nacional do Serengeti, na Tanzânia, nos períodos de chuva.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Pnuma, o Quênia atualmente é um dos poucos países do mundo que promulgou o limite legal mais restritivo para o chumbo em pintura (90 partes por milhão).
Com um olhar sobre a conservação nos oceanos, uma das iniciativas interessantes por lá está sendo realizada na Ilha de Wasini. Com a pressão e morte dos corais, um projeto está possibilitando o cultivo de novos corais em base de concreto para repovoar o que foi perdido. No campo da energia limpa/renovável, mais um destaque no país é com relação ao incentivo, há alguns anos, à energia solar e ao uso de biogás em áreas rurais, a populações mais vulneráveis.
Entre as propostas mais recentes, está o projeto FlipFlopi concebido pelo queniano Ben Morison, que tem como objetivo a construção de um veleiro tradicional de plástico reciclado, que deverá navegar pela costa da África Oriental para propagar a mensagem de que a dependência de plásticos de uso único é um desperdício destrutivo. A proposta tem o apoio da ação Mares Limpos da ONU Meio Ambiente, e deverá fazer parte da campanha neste ano, na região de Zanbibar.
Quem poderia imaginar? O Quênia também é um dos maiores produtores de rosas no mundo, está em quinto lugar como exportador mundial. Mas a expressão ‘nem tudo são rosas’ cabe perfeitamente à esta realidade, que emprega milhares de pessoas. A corrida para a manutenção de empregos mais justos (grandes fazendas e mais de 2 mil produtores locais), atendimentos de normas sanitárias, consumo sustentável de água e a certificação internacional adquirida pelos produtores em 2016 vão neste sentido.
E de onde era a ativista Wangari Maathai – exatamente do Quênia (veja esta matéria no blog a respeito (Mês das Mulheres: a relevância permanente das contribuições socioambientais de Wangari Maathai) .
Todos estes exemplos demonstram a necessidade de se desconstruir estereótipos a respeito de países e principalmente de cidadãos da África Subsaariana, como se estivessem fadados a cenários dantescos infinitos, sem possibilidade de atitudes como estas, que são fonte de esperança em um mundo com tantas desigualdades e sofrimentos.
Veja também no Blog Cidadãos do Mundo (desde 2007, voltado às áreas de cidadania, socioambientalismo e sustentabilidade) artigos referentes a esse e outros temas, ao longo dos últimos anos. É só consultar na busca.
*Sucena Shkrada Resk é jornalista, formada há 27 anos, pela PUC-SP, com especializações lato sensu em Meio Ambiente e Sociedade e em Política Internacional, pela FESPSP, e autora do Blog Cidadãos do Mundo.
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