Sustentabilidade

Sem direitos básicos.

Escrito por Neo Mondo | 23 de janeiro de 2009

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POR - REDAÇÃO NEO MONDO
Sem documentos de identificação, crianças na Amazônia são invisíveis para a sociedade.
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) apontam que os indicadores sociais, que são estatísticas sobre aspectos da vida de uma nação que, em conjunto, retratam o estado social dessa nação e permitem conhecer o seu nível de desenvolvimento social, como taxa de pobreza, de analfabetismo, mortalidade infantil e materna, registro civil, desnutrição infantil, acesso ao pré-natal, gravidez na adolescência, violência e trabalho infantil, incidência de aids e malária, acesso à água potável, acesso e permanência na escola, entre outros, mostram que ainda há muito o que se fazer pela Amazônia. Um exemplo é a taxa oficial de crianças pobres na região de 61% enquanto a média nacional é de 50,3%. O que é contraditório, pois é a região mais rica em biodiversidade do planeta. Em maio desse ano, a Unicef criou uma proposta de compromissos, denominada Agenda Criança Amazônia 2009-2012, para mobilizar os governos e sociedade civil com a intenção de priorizar crianças e adolescentes da região na construção de políticas públicas e participação na preservação e desenvolvimento sustentável da região. Desta forma, assegura a conquista de um presente e um futuro mais digno e sustentável. A etapa inicial envolve 70 municípios do Amazonas, Maranhão e Pará e pretende até 2012 atingir todos os municípios dos nove Estados (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). Por meio de minhas pesquisas para a construção desse texto, pude perceber mais uma vez, o quanto nosso país é marcado por profundas desigualdades sociais, enquanto eu tive e tenho meus direitos básicos garantidos, e meu lugar na sociedade, há muitas crianças e adolescentes que não tiveram a primeira garantia de cidadania e seus direitos como brasileiros, a Certidão de Nascimento, documento que permite o acesso do cidadão em todos os serviços públicos, ou seja, sem eles, são invisíveis para a sociedade. Termino com a frase do discurso da representante do Unicef no Brasil, Senhora Marie-Pierre Poirier, Fórum de Governadores da Amazônia, “O futuro melhor que todos desejamos, certamente será conseqüência do agora. Por isso o nosso tempo é o presente. Queremos e precisamos avançar já.”
*Marina Mergulhão Luiz Tem 15 anos, está cursando o 1º Ano do Ensino Médio do Colégio Singular

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