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Escrito por Neo Mondo | 13 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação
POR - REDAÇÃO NEO MONDO
O projeto “Urbanos da Amazônia: floresta em pé e periferia voando”, realizado pela Associação Intercultural de Hip Hop Urbanos da Amazônia (AIHHUAM), avança para 2026 com resultados consistentes nas áreas de formação cultural, mobilização comunitária e fortalecimento territorial. Financiado pelo Instituto Nubank e pelo Grupo WEG, via Lei Rouanet, e com apoio do Impact Hub Manaus, o projeto cumpriu integralmente suas metas de 2025. E, agora, após um ano de intensa mobilização territorial, fortalecimento de redes e qualificação cultural, avança em duas grandes ações que vão impulsionar o ecossistema criativo de Manaus no ano que vem.
A primeira é um Hackathon de 43 horas ininterruptas. Com data e local a serem divulgados, o Hackathon reunirá 15 equipes com 10 participantes cada uma, totalizando pelo menos 150 pessoas envolvidas no desafio. Durante 43 horas seguidas, os participantes vão ter que desenvolver soluções e modelos de negócio alinhados às temáticas.
Quatro equipes serão selecionadas para receber premiações que incluem valores em dinheiro e 126 horas em consultorias de Gestão de Projetos Culturais. A equipe vencedora receberá R$15 mil; o segundo lugar ganhará R$10 mil; o terceiro colocado será premiado com R$5 mil e o quarto lugar contará apenas com a consultoria de 126 horas em gestão de projetos. Esse tipo de premiação é inédita nessa área e a AIHHUAM está, mais uma vez, saindo na frente e dando exemplo para valorizar o esforço de cada um deles.
O evento terá a presença de 20 mentores de diversas áreas, como produção cultural, captação de recursos, assessoria jurídica e contábil, ESG, mercado digital, empreendedorismo e impacto social, garantindo suporte técnico integral ao desenvolvimento dos projetos.
Já a segunda – um Fórum de Negócios da Periferia – é um evento gratuito previsto para os dias 21 e 22 de março, em local ainda a ser definido. Vai reunir empreendedores, artistas, coletivos, empresas e financiadores para debater e fortalecer a economia criativa na cidade. A participação ativa do público é imprescindível para estimular o diálogo, a troca de experiências, a diversidade de opiniões e a construção coletiva.
As contribuições colhidas durante o Fórum serão integradas à Jornada de Formação do Urbanos da Amazônia, ampliando o impacto do projeto nos territórios periféricos. Nos bastidores, o evento também deve aproximar artistas e coletivos de possíveis financiadores e parceiros institucionais.
“A Trilha Urbanos da Amazônia oferece base técnica e teórica para que artistas já potentes possam fortalecer suas carreiras, com conteúdos que vão desde a criação de portfólio até gestão de recursos. Nosso objetivo é ampliar horizontes, promover formação e movimentar a cadeia produtiva local. Estamos injetando mais de cinco milhões de reais na economia de Manaus, recursos captados fora da cidade junto a parceiros como Nubank, Oxfam e Clima e Inclusão – um investimento que retorna diretamente para fortalecer a cena cultural local”, explica Mel Angeoles, vice-presidente da AIHHUAM.
Trabalho intenso em 2025
As novas ações são resultado direto do avanço contínuo do Urbanos da Amazônia ao longo de 2025. De janeiro a março, o projeto concentrou-se na estruturação interna, liberação de recursos, organização administrativa e criação de processos de gestão.
Entre abril e junho, iniciou a pré-produção com a contratação da equipe técnica – que inclui coordenação, produção, monitores, profissionais de acessibilidade e comunicação –, além do lançamento da identidade visual, dos materiais pedagógicos e do edital da Trilha Formativa, apresentado em evento presencial no Impact Hub Manaus. A etapa reforçou o forte interesse da comunidade cultural local, evidenciado pelas mais de mil inscrições recebidas.
Entre julho e setembro, foi iniciada a Trilha Formativa, que recebeu 1.123 inscrições e selecionou 150 participantes de diferentes bairros e comunidades da capital, garantindo diversidade racial, de gênero, territorial e de acessibilidade para o projeto. As aulas, realizadas no Impact Hub, abordaram desenvolvimento pessoal, carreiras artísticas, marketing cultural, comunicação e gestão, com atividades que estimularam escuta ativa, colaboração e reconhecimento dos participantes como agentes culturais.
Nessa fase, também foi construído um mapa territorial que identificou a origem dos participantes em diversos bairros e comunidades de Manaus, fortalecendo o entendimento das dinâmicas locais. O período também marcou o primeiro workshop do ano, “Resiliência Comunitária Climática e Ativismo Cultural”, realizado na Escola Estadual Antônio Nunes Jimenez e no Festival Grito Rua, ampliando o diálogo direto com estudantes e com a comunidade.
Realizado pela Associação Intercultural de Hip Hop Urbanos da Amazônia (AIHHUAM), o Urbanos da Amazônia segue em plena atividade com a avaliação contínua das metas e análise das necessidades dos participantes. Com o anúncio do Hackathon e do Fórum, o projeto reforça seu compromisso em promover inovação, formação e desenvolvimento cultural, consolidando-se como referência de articulação entre juventudes, territórios e economia criativa na região.
Segundo Mel Angeoles, “o Urbanos da Amazônia é um projeto pensado como um ciclo completo, criado por artistas da periferia para artistas da periferia. Ele reúne quatro entregas que fortalecem a formação, o acesso ao conhecimento e a economia criativa, sempre a partir de processos colaborativos e de escuta. Os workshops, realizados em parceria com a SEDUC, levam cultura para escolas estaduais e permitem dialogar com jovens de diferentes bairros de Manaus, ampliando o alcance do projeto para além do público artístico e valorizando novas possibilidades de futuro para a juventude”, completa.
Sobre a AIHHUAM - A Associação Intercultural de Hip Hop Urbanos da Amazônia (AIHHUAM) foi fundada em 2013 para atuar na promoção da cultura urbana como instrumento de transformação social, econômica e ambiental na região. Por isso, promove formações online e presenciais com práticas que integrem conhecimento sobre os problemas das comunidades por meio da música e da arte.
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