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Escrito por Neo Mondo | 10 de dezembro de 2025
A inauguração das Estações de Tratamento de Água do Mamba Water Project prova que a Amazônia continua mostrando ao mundo que desenvolvimento sustentável não é discurso — é prática diária - Foto: Divulgação/Mamba Water
POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
Com propósito social e tecnologia aplicada ao impacto, projeto leva água potável para comunidades da Ilha do Combu e Taiassuí — um gole de esperança que continua fluindo após a conferência climática em Belém
Água potável é um direito. Mas, na Amazônia — onde os rios são imensos e abundantes — ainda é um privilégio. Parece contraditório, né? E é justamente essa ironia histórica que começa a ser reparada com a chegada das novas Estações de Tratamento de Água (ETA) instaladas pela Mamba Water, marca do ecossistema HEINEKEN Spin, em parceria com Ball Corporation, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Ambipar e Reaqt Water Technologies.
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A partir de dezembro, cerca de 546 pessoas das comunidades da Ilha do Combu (Belém) e Taiassuí (Benevides) passam a beber, cozinhar, viver — com dignidade — graças a água limpa e acessível.
E tudo isso nasce de um gesto simples: a cada lata comprada, 1 litro de água potável é doado.
Simples? Nem tanto. Transformador? Com toda certeza.
Na prática, antes das ETAs, beber água no Combu significava escolher entre o perigoso e o caro.
Ou se recorria à água do rio — imprópria para consumo, trazendo risco real de doenças, principalmente para as crianças…
…ou se gastava o pouco que se tinha com garrafões transportados em barcos, um ritual diário de esforço e desigualdade.
“As pessoas não têm como comprar um garrafão. Por isso bebem a água do rio”, conta Iracema Nascimento, liderança comunitária do Combu.
A frase diz muito sobre o Brasil invisível que, na COP30, finalmente foi colocado no centro do debate global.
É aí que o projeto se torna um marco: além de garantir saúde, ele libera tempo, dinheiro e autonomia, fortalecendo laços comunitários — e garantindo que o legado da conferência climática permaneça vivo no território paraense.
Com capacidade para distribuir mais de 20 milhões de litros de água potável, a edição paraense do Mamba Water Project foi planejada a partir de escuta ativa.
“Nosso trabalho começa pelas necessidades do território”, reforça Breno Aguiar de Paula, gerente de Sustentabilidade do Grupo HEINEKEN.
Uma fala que poderia ser confundida com slogan — não fosse tão real.
A iniciativa já mostrou sua força por onde passou:
Em cada edição, uma certeza se renova: impacto não se terceiriza, se constrói junto.
No mundo do marketing, é comum ver empresas correndo para converter siglas em discurso antes de ter propósito. Aqui, o caminho é inverso: primeiro o impacto — depois a comunicação.
Fica até difícil dizer qual parte é mais potente:
A tecnologia que entrega água segura
A mudança real na vida das famílias
Ou a lição de que a sustentabilidade não acontece de cima para baixo
“Buscamos atuar onde nosso impacto é mais necessário. Essa fase do projeto reflete nossa visão de crescimento sustentável e transparente”, afirma Felipe Della Negra, cofundador da Mamba Water.
Esse é o tipo de ESG que faz diferença no mundo — aquele que molha os pés na beira do rio e conversa olhando no olho.

A COP30 trouxe o mundo para a Amazônia em novembro de 2025.
Mas o seu legado só faz sentido quando as transformações continuam depois da despedida das delegações internacionais.
E é exatamente isso que está acontecendo aqui:
Soluções climáticas com sotaque amazônico
Desenvolvimento que respeita os rios e as pessoas
Água como direito — e não mercadoria
A Mamba Water, junto ao ecossistema HEINEKEN Spin e parceiros, mantém acesa essa chama.
O esforço global se transforma em benefício local. O discurso se transforma em água potável.
Se Belém prometeu uma COP de impacto, o pós-COP está mostrando que a entrega é real.
Quando uma marca entende que seu produto pode regar vidas, tudo muda.
De repente, não é mais só uma lata de água no freezer.
É uma lata que caminha rio acima e entrega bem-estar para quem ficou décadas esquecido.
E pensar que a transformação começa quando alguém abre a geladeira e escolhe Mamba…
Escolher o que se bebe pode não mudar o mundo inteiro —
mas pode mudar o mundo de alguém.
E isso já é enorme.
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