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Escrito por Neo Mondo | 4 de fevereiro de 2018
POR - SÍLVIA SIBALDI (CENÁRIO AGRO) / NEO MONDO
Conheça os impactos do descarte incorreto deste material e o que fazer depois de usá-lo em casa
Foto - Ernesto Reghram/Pulsar Imagens
“A nossa maior dificuldade, certamente, é a conscientização sobre este descarte porque não adianta nada uma cadeia estar inteiramente preparada para receber e fazer a destinação certa deste material, se em casa, o consumidor joga esse óleo no ralo”, completa Cindy.
Paralelo ao programa oficial de São Paulo, empresas do setor têm seus projetos relacionados à questão. É o caso, por exemplo, da Cargill. “O Ação Renove Meio Ambiente iniciou suas primeiras coletas em janeiro de 2011. Sob o patrocínio da Liza, o trabalho engloba ações de sustentabilidade da marca, com o objetivo de reduzir impacto de produção, agir no pós-consumo e na reciclagem do óleo e de sua embalagem”, conta Márcio Barela, coordenador de sustentabilidade da Cargill.
Até o momento, o programa contabiliza 787 pontos de coleta em oito estados brasileiros (RS, SC, PR, MG, SP, RJ, GO, MS). Em 2017, foram coletados 530 mil litros de óleo de cozinha. De acordo com a empresa, ele deve se estender também para as regiões Norte e Nordeste. “Mas mais do que ampliar o número de postos de coletas, o que queremos é qualificar melhor cada um deles, melhorando suas performances. E isso só se dá por meio da conscientização e da educação das pessoas”, acredita Barela.

Nem no ralo, nem no lixo
O descarte incorreto do óleo de cozinha não só de residências, como também de lanchonetes e restaurantes, por exemplo, gera algumas consequências. Por ter densidade inferior à água, uma vez em contato com oceanos ou rios, posiciona-se sobre a água, formando uma película que prejudica a entrada de luz e oxigênio, o que provoca por sua vez, a mortandade de peixes e de outros seres vivos.
Além disso, este tipo de descarte pode provocar também alagamento nas casas e nas ruas. Isto porque durante o seu trajeto na tubulação, o óleo acaba aderindo às paredes e retendo partículas sólidas, o que causa obstrução da passagem de água.
Uma vez descartado no lixo comum, é importante saber que o óleo de cozinha também tem a capacidade de formar uma camada impermeável no solo, impedindo, dessa maneira, que a água da chuva consiga se infiltrar, aumentando o risco de enchentes. E, em processo de decomposição, forma gás metano, que junto ao gás carbônico contribui para o aquecimento global.
O óleo reaproveitado pode ser utilizado na produção de resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais e até biodiesel.
Para saber como descartar e ter acesso aos pontos de coleta de óleo de cozinha em todo o País, acesse o site do Óleo Sustentável.
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