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Escrito por Neo Mondo | 5 de outubro de 2018

Quem diria que a falta deste pequeno crustáceo poderia causar tanto estrago na Antártida © Robin Culley / Greenpeace[/caption]
E onde está o perigo nessa história?
Como sempre, na ganância do ser humano. A pesca industrial de krill tem causado sérios desequilíbrios para o ecossistema antártico. Se a caça indiscriminada continuar no ritmo que temos observado, em breve toda a cadeia alimentar estará desajustada, o que pode levar até a extinção de espécies inteiras.
Para piorar, o ser humano vem contaminando os oceanos do planeta com uma quantidade enorme de plástico. As partículas desses resíduos, os microplásticos, chegam à regiões distantes, como a Antártida, e confundem as focas, os pinguins e as baleias, que acabam se alimentando com esses produtos.
Por isso, estamos propondo algo inédito: a criação a maior área protegida da Terra,um enorme santuário marítimo no Oceano Antártico, cinco vezes o tamanho da Alemanha. A criação dessa reserva será um refúgio para a restauração da biodiversidade local e vai impedir os impactos negativos da ação humana na região, como a pesca industrial, a exploração de petróleo e a caça de baleias.
A Antártida é uma região administrada de forma compartilhada por diversos países. Os governos responsáveis pelo Continente de Gelo vão se reunir neste mês de outubro para a Comissão do Oceano Antártico e uma das propostas que serão discutidas é a criação dessa reserva marítima.
Sabemos que as empresas vão defender seus interesses comerciais acima da sobrevivência dos animais antárticos. Por isso, para que a medida seja aprovada, precisamos construir um movimento global e pressionar os governos responsáveis pela Antártida para a aprovação do Santuário Marinho.
Essa é a nossa melhor chance para preservar pinguins tão fofos como esse:
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Aqui só esperando você garantir a preservação do continente de gelo © Roie Galitz / Greenpeace[/caption]
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