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Instituto Equilíbrio leva seis prioridades para competitividade e ação climática no agro à agenda dos presidenciáveis

Escrito por Neo Mondo | 27 de agosto de 2026

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Instituto Equilíbrio entrega o documento "O Campo como Solução: Caminhos para a Transição Climática com Crescimento — Seis Prioridades para Conciliar Competitividade, Ação Climática e Prosperidade" - Foto: Reprodução da capa do documento/Divulgação

POR - REDAÇÃO NEO MONDO

Documento com recomendações para o próximo governo foi enviado, de forma apartidária, a todos os candidatos à Presidência da República

O agronegócio responde por um quarto do PIB brasileiro, quase metade das exportações do País e uma em cada quatro vagas formais de trabalho, e por isso ocupa lugar central no debate sobre segurança alimentar, energética e climática já colocado para o próximo governo. Foi com base nesse diagnóstico que o Instituto Equilíbrio encaminhou a todos os candidatos à Presidência da República, de forma apartidária e em igualdade de condições, o documento "O Campo como Solução: Caminhos para a Transição Climática com Crescimento — Seis Prioridades para Conciliar Competitividade, Ação Climática e Prosperidade".

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O Instituto organizou o documento em seis eixos prioritários para o horizonte 2027-2030: mercado de carbono, finanças verdes, biocombustíveis, agricultura regenerativa, fertilizantes verdes e pecuária.

"Entregar essa agenda a todos os candidatos, sem distinção, é reconhecer que essa transição não pode esperar o resultado das urnas. Ela precisa começar a ser desenhada agora, e o Brasil tem a oportunidade histórica de liderar essa solução para o mundo. Contribuir para essa liderança, com soluções aplicadas e políticas públicas inovadoras, é o papel do Instituto Equilíbrio", afirma Eduardo Bastos, CEO da organização.

Mercado de carbono: renda do clima para o agro

O mercado de carbono é uma das principais alavancas da transição climática no setor agropecuário e florestal, responsável por cerca de 25% das emissões nacionais. O Instituto Equilíbrio defende a implementação eficaz do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o mercado regulado de carbono do País, alinhada ao Artigo 6 do Acordo de Paris, a valorização de créditos florestais e agrícolas de alta integridade, e a integração de políticas hoje fragmentadas, como o Plano ABC+ e o Caminho Verde, em uma visão única para o agro de baixo carbono.

A organização defende ainda a participação ativa do Brasil nos fóruns internacionais que definem as regras desse mercado, como as COPs (Conferências do Clima da ONU) e os mecanismos de compensação de emissões da aviação e da navegação, Corsia-ICAO e Mepc-IMO, respectivamente.

Para a população, isso pode significar comida mais barata e famílias mais protegidas de tragédias climáticas, já que a recompensa financeira dos créditos amplia a adoção de práticas de baixo carbono, reduzindo o risco de quebras de safra e a pressão sobre os preços dos alimentos, além de representar potencial de renda suplementar ao produtor rural.

Finanças verdes: capital para financiar a transição

As finanças verdes tratam de como transformar o potencial climático do Brasil em capital disponível para o campo. O Instituto Equilíbrio defende a atração de investimentos internacionais por meio de green bonds (títulos verdes), fundos ESG (critérios ambientais, sociais e de governança) e mecanismos de mercado de carbono.

A organização ainda apoia o desenvolvimento de uma estrutura sólida de medição, reporte e verificação (MRV) e de uma taxonomia verde coerente, capazes de dar confiabilidade aos projetos e clareza sobre o que pode ser considerado sustentável, além do fortalecimento do crédito e do seguro rural sustentável. Outra agenda é a do aperfeiçoamento de mecanismos como o EcoInvest e da integração de pequenos e médios agricultores ao financiamento climático.

O resultado esperado é mais dinheiro no campo, mais emprego e um Brasil menos vulnerável a choques externos, já que o financiamento verde amplia a escala de projetos com benefícios diretos para o PIB e favorece condições de crédito e seguro mais atrativas ao produtor.

Biocombustíveis: a energia que o Brasil já domina

Os biocombustíveis colocam em pauta uma liderança que o Brasil já construiu ao longo de décadas, com potencial de ampliação em setores de difícil eletrificação, como os transportes marítimo e aéreo. O Instituto Equilíbrio defende a diversificação da oferta de matérias-primas, o fortalecimento das políticas públicas domésticas com orientação à inovação e à previsibilidade regulatória, a promoção dos biocombustíveis como solução global de descarbonização e a abertura de novos mercados internacionais, especialmente para o SAF (combustível de aviação renovável) e biobunker (combustível marítimo renovável).

Para o consumidor, o benefício potencial é combustível mais barato, ar mais limpo e menor dependência do petróleo importado, já que os biocombustíveis reduzem emissões, trazem ganhos para a saúde pública e conferem soberania energética ao País.

Agricultura regenerativa: solo mais saudável, safra mais segura

A agricultura regenerativa reúne práticas voltadas à saúde do solo, com efeito direto sobre produtividade e resiliência das lavouras. O Instituto Equilíbrio defende a aceleração do Plano ABC+, política pública brasileira de incentivo à agricultura de baixa emissão de carbono, e sua expansão para outras tecnologias, como o biochar ou remineralizadores, desde que sejam soluções escaláveis, economicamente viáveis e comprovadas cientificamente, capazes de funcionar em qualquer escala de produção.

Na prática, isso pode significar comida mais barata, safra protegida da seca e da enchente, já que essas práticas elevam a resiliência climática do território e reduzem o risco de frustração de safra, ao mesmo tempo em que podem diversificar a renda do agricultor.

Fertilizantes verdes: produção nacional e limpa

Os fertilizantes verdes atendem dois pontos cruciais da produção agrícola: a substituição da rota fóssil de produção dos fertilizantes por uma alternativa ambientalmente mais limpa permite reduzir emissões tanto no processo de produção industrial quanto no uso desses insumos no campo. Além disso, eles endereçam um dos pontos mais sensíveis da cadeia produtiva do agro: a dependência externa desse insumo, que hoje representa cerca de 85% do volume consumido pelo País.

O Instituto Equilíbrio defende o fortalecimento do Plano Nacional de Fertilizantes, incluindo o ProFert, parcerias público-privadas capazes de destravar investimentos em plantas industriais e infraestrutura adequada para viabilizar a distribuição.

Além da redução de emissões, o ganho potencial para a população está em o Brasil se tornar dono do próprio adubo, com comida mais barata e menos exposta a crises internacionais, já que os fertilizantes verdes podem proteger os custos de produção agrícola de choques inflacionários vindos de fora.

Pecuária: produzir mais com potencial de descarbonizar

A pecuária concentra o maior potencial de descarbonização imediata do setor, a partir da recuperação de áreas degradadas, que hoje somam 64% da área total ocupada com pastagens no País. O Instituto Equilíbrio defende a aceleração do Plano ABC+ e do Caminho Verde, o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas que amplia para 40 milhões de hectares a meta de recuperação, além da formalização de uma taxonomia e de um sistema de MRV para monitorar essa transição, e do fortalecimento da Estratégia Nacional Metano Zero.

O ganho potencial para a população é mais carne e mais comida na mesma terra, já que a recuperação de pastagens evita novos desmatamentos e emissões, amplia a oferta de alimentos, fibras e energia, e dinamiza economias locais.

O documento "O Campo como Solução: Caminhos para a Transição Climática com Crescimento — Seis Prioridades para Conciliar Competitividade, Ação Climática e Prosperidade está disponível em institutoequilibrio.org.br (versão completa e sumário executivo.

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