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Oito sistemas, um a cada dois meses: a Coleção Neo Mondo estreia em 14 de setembro com o dossiê da economia do plástico

Escrito por Neo Mondo | 31 de agosto de 2026

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Sistemas que sustentam a vida no planeta são o fio condutor da Coleção Neo Mondo, série bimestral de oito volumes que estreia em 14 de setembro - Foto: Ilustrativa/Freepik

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DO NEO MONDO

O Neo Mondo lança em 14 de setembro a Coleção Neo Mondo, série bimestral dedicada aos grandes sistemas que definem o século. São oito volumes publicados a cada dois meses, de modo que a série se completa em pouco mais de um ano: Economia do Plástico, Floresta, Clima, Água, Oceano, Biodiversidade, Poluição e Ambientes Urbanos. O Volume I é o dossiê Plástico, sociedade e natureza: uma relação que precisa ser reinventada, com 33 peças editoriais originais e 24 especialistas convidados, sob curadoria científica de Alexander Turra, professor titular do Instituto Oceanográfico da USP, coordenador da Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN). O projeto tem patrocínio da Valmet e da Qualital, e apoio institucional da USP, do Instituto de Estudos Avançados da USP, do Instituto Oceanográfico da USP e da Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano.

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A coleção nasce de um método já testado três vezes neste ano. Em março, o Especial Semana Mundial da Água 2026 reuniu editorial e entrevista exclusiva com Turra, conversas com o climatologista Carlos Nobre, com o físico Paulo Artaxo e com a navegadora Tamara Klink, além de análises sobre a geopolítica da água. Em 22 de maio, o Especial Dia Internacional da Biodiversidade 2026 tratou a perda de biodiversidade como risco sistêmico ainda não precificado, com artigos de Carlos Alfredo Joly e Thomas Lewinsohn. Em 5 de junho, o Especial Dia Mundial do Meio Ambiente e Oceano 2026 tratou clima, recursos naturais, restauração florestal e oceano como um sistema único, com entrevistas exclusivas de Marina Silva, Carlos Primo Braga e Camila Domit. Somados, os três projetos ultrapassaram 5,5 milhões de visitantes únicos e 21 milhões de page views. A Coleção Neo Mondo transforma esse formato em série permanente, com calendário fixo e escala maior.

O primeiro volume estreia treze dias antes de o mundo voltar a negociar o assunto. Entre 27 e 30 de setembro, os chefes de delegação do comitê intergovernamental que discute o tratado global contra a poluição plástica se reúnem em Bangcoc, em encontro fechado, sem observadores e sem imprensa, convocado pelo presidente do comitê, o diplomata chileno Julio Cordano. A sessão formal decisiva, a INC-5.4, está marcada para 13 a 24 de março de 2027. A negociação está parada desde 15 de agosto de 2025, quando a rodada de Genebra foi suspensa sem consenso, com países produtores de petróleo de um lado e defensores de limites à produção do outro.

No Brasil, a regra já vale, e o mercado andou na direção contrária. O Decreto 12.688, de outubro de 2025, exige 22% de conteúdo reciclado nas embalagens plásticas desde janeiro para empresas de grande porte, percentual que sobe a 24% em 2027 e a 40% em 2040, com multas que chegam a R$ 50 milhões. A queda global do preço da resina virgem, puxada pela sobrecapacidade produtiva nos Estados Unidos e na China, tirou a competitividade do reciclado. Segundo a ABIPET, o material reciclado passou a custar mais que o virgem depois de décadas custando cerca de 70% do preço dele. A capacidade instalada de reciclagem existe. Faltou comprador. O efeito desce a cadeia inteira: o Anuário da Reciclagem contabiliza 70.608 catadores organizados em 3.028 cooperativas e associações, responsáveis por 1,68 milhão de toneladas recuperadas em 2023 e por R$ 1,36 bilhão movimentados na comercialização. Quando o reciclado perde valor, essa renda cai junto. Enquanto isso, a ciência mudou o endereço do problema. Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP, em trabalho liderado por Luís Fernando Amato-Lourenço e Thais Mauad, identificaram microplásticos no bulbo olfatório de pessoas que viveram em São Paulo. O material que a política pública trata como resíduo entrou na literatura médica antes de entrar na regulação sanitária.

O Volume II chega em novembro, quando os números da floresta estarão consolidados. Os alertas do sistema Deter, do Inpe, apontaram 2.874,38 km² sob supressão na Amazônia entre agosto de 2025 e julho de 2026, queda de 36,87% e o menor valor da série iniciada em 2016. O Prodes já havia registrado recuo de 20,1% no desmatamento brasileiro em 2025, com redução em todos os biomas. É o melhor resultado em décadas e, ainda assim, uma área maior que a cidade de São Paulo derrubada em doze meses. O Volume III trata de clima a partir de um dado que boa parte do noticiário leu como alívio: 2025 foi o terceiro ano mais quente já medido, 1,47 °C acima do nível pré-industrial, segundo o Copernicus. O triênio 2023-2025 foi o primeiro a ultrapassar a média de 1,5 °C. Os onze anos entre 2015 e 2025 são os onze mais quentes da série histórica.

Água é o Volume IV, e o Brasil chega a ele com os piores indicadores da coleção. Dados do Sinisa, ano-base 2024, levantados pelo Instituto Trata Brasil, mostram 33 milhões de brasileiros sem acesso à água potável e cerca de 90 milhões sem coleta de esgoto, 43,3% da população. Apenas 51,8% do esgoto gerado é tratado, e 39,5% da água potável se perde antes de chegar às torneiras. O Marco Legal fixou 2033 como prazo de universalização. Faltam sete anos. O Volume V, sobre oceano, parte da mesma tubulação rompida, porque é pelo saneamento precário que o resíduo urbano alcança o mar: a temperatura média da superfície oceânica foi de 20,73 °C em 2025, a terceira mais alta já registrada.

Biodiversidade abre o Volume VI com um inventário recém-refeito. Depois da atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, publicada em 2026, o país reconhece 1.279 espécies como ameaçadas, além de nove já extintas e uma extinta na natureza. Poluição, no Volume VII, recupera a fronteira planetária que quase ninguém consegue nomear: a das entidades novas, que cobre plásticos, químicos sintéticos, metais pesados e materiais radioativos, declarada transgredida em 2022. A Organização Mundial da Saúde estima 7 milhões de mortes prematuras por ano associadas à poluição do ar. O Volume VIII fecha a série em ambientes urbanos, onde esses números deixam de ser médias nacionais. Entre 2021 e 2023, o Brasil registrou 83 mortes atribuídas à poluição do ar por 100 mil habitantes, segundo o Painel Vigiar, do Ministério da Saúde. Em São Caetano do Sul, no ABC paulista, foram 320.

Nenhum desses volumes sai do ar. Cada um permanece no acervo do portal sem prazo de expiração, organizado como referência consultável, com a marca patrocinadora creditada em todas as peças. Um pesquisador que procurar, em 2031, o estado da economia do plástico brasileira em 2026 encontrará as 33 peças no lugar onde foram publicadas. Essa permanência é o produto, e não um efeito colateral da publicação. O Neo Mondo mantém parceria de conteúdo com o Estadão desde 2018 e registra cerca de 800 mil visitantes únicos e 3,5 milhões de page views por mês, com 68% da audiência nas classes A e B, segundo Adobe Analytics, IVC e Navegg.

A Valmet e a Qualital assinam o Volume I como parceiras institucionais. A Valmet é fornecedora global de tecnologia, automação e serviços para as indústrias de celulose, papel, cartão e energia, com linhas dedicadas a fibra reciclada e posicionamento declarado em economia circular. A Qualital atua há 23 anos em engenharia ambiental, segurança de processos e projetos de engenharia, com sede em Natal e atendimento a operações de óleo e gás, energia, mineração, indústria e infraestrutura, nas frentes de licenciamento, gerenciamento de áreas contaminadas e monitoramento de emissões e efluentes. Nenhuma das duas tem interferência de pauta. O Neo Mondo opera com separação formal entre conteúdo editorial e relação comercial, e essa separação é o ativo que se oferece a quem assina: uma marca associada a um trabalho que resiste ao escrutínio vale mais que uma marca associada a um trabalho que ninguém verifica.

Cada volume abre um número limitado de cotas de parceria institucional, com prioridade de negociação nos volumes seguintes para quem entra agora. O Volume II, sobre floresta, começa a ser produzido em outubro.

Cotas de patrocínio limitadas. Empresas interessadas em integrar os próximos volumes da Coleção Neo Mondo podem falar com Oscar Lopes, publisher, pelo e-mail oscar@neomondo.org.br ou pelo telefone (11) 98234-4344.

régua de patrocínio, remete a matéria Oito sistemas, um a cada dois meses: a Coleção Neo Mondo estreia em 14 de setembro com o dossiê da economia do plástico

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