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Escrito por Neo Mondo | 18 de junho de 2026
São Paulo alcançou a segunda colocação na produção de biometano em âmbito nacional, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro – Foto: Ilustrativa/Magnific
POR - BRENO MARINO, JORNAL DA USP
Território paulista alcançou, em 2025, a produção de 42,7 milhões de metros cúbicos do biocombustível, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro
O biometano é um biocombustível de alto desempenho totalmente renovável. Ele é obtido por meio da purificação do biogás gerado pela decomposição de matéria orgânica, como resíduos sólidos urbanos, o lixo doméstico. Segundo estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), o Estado de São Paulo alcançou a segunda colocação na produção do combustível em âmbito nacional, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro.
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De acordo com o boletim, a produção de biometano no Estado é recente, com início em 2022. No ano, foram produzidos 1,1 milhão de metros cúbicos e, desde então, as taxas aumentaram progressivamente. Após três anos consecutivos de crescimento, alcançou 42,7 milhões de metros cúbicos em 2025, o equivalente a mais de um terço do total do País. A estatística apresenta uma diferença de 4 milhões de metros cúbicos entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Por ser equivalente ao gás natural de origem fóssil, o biometano pode ser um substituto em qualquer uma de suas aplicações. Dentre elas, destaca-se o uso como combustível em automóveis, nos processos industriais e nas residências. Além disso, o biometano pode ser injetado diretamente nas redes de distribuição, sem necessidade de adaptação da infraestrutura já existente.
O estudo da fundação mostra que a capacidade produtiva diária paulista cresceu quase dez vezes, entre 2022 e março de 2026. As taxas passaram de 57 mil para 558 mil metros cúbicos. Nesse quesito, São Paulo se tornou líder no ranking nacional, posto adquirido desde 2024.
Entre os municípios do Estado, a região de Campinas apresentou a maior capacidade diária de produção de biometano. Quase metade do total produzido no Estado está concentrada na região.
Dentre as nove usinas de biometano autorizadas a atuar no Estado de São Paulo, cinco utilizam como matéria-prima o biogás. A substância é gerada por resíduos agrossilvipastoris e comerciais. Por outro lado, as outras quatro usinas usam resíduos sólidos urbanos depositados em aterros sanitários.
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