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Escrito por Neo Mondo | 4 de outubro de 2022
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ARTIGO
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Por - Felipe Leonard, CEO e presidente da S.I.N. Implant System, para Neo Mondo
A crise gerada pela pandemia impactou quase 45% dos negócios no Brasil. Mais do que nunca, as empresas vivenciaram uma época de aprendizado, onde tiveram de descobrir como lidar com incertezas. Além da boa condução dos negócios e da melhoria dos seus mecanismos de gestão de risco, outra responsabilidade básica que se tornou mais premente foi o cuidado com os colaboradores.
Todo esse cenário desafiador exigiu mudanças de rota, tanto para superar o estado de crise, como também para criar valor para toda a cadeia, em longo prazo. Ficou evidente que voltar aos paradigmas antigos não era, nem de longe, uma opção acertada. Com isso, as organizações tiveram de repensar seus propósitos e notaram que era necessário embasar suas trajetórias em princípios como a sustentabilidade, a resiliência e a inclusão.
É fato que todas as práticas corporativas precisaram ser revisadas, a fim de nos encaminhar para a prosperidade – é importante lembrar que a pandemia segue em curso. E a verdade é que, à medida que o mundo começa a definir as noções de normalidade para a era seguinte à Covid-19, os CEOs precisam recriar, de modo emergente, suas estratégias.
É preciso ter ciência de que as táticas de crescimento não podem ser erguidas sobre os mesmos pilares que conduziram os resultados no pré-pandemia. Nesse sentido, as corporações devem redesenhar os padrões de amanhã, com base em um plano de eficiência global. Porém, a verdadeira melhoria contínua deve ser suportada por princípios como transparência, equidade e responsabilidade socioambiental. Ou seja, cada vez mais, as métricas operacionais e os processos organizacionais devem seguir um mindset, que envolve comportamentos e atitudes fundamentadas pelo tripé planeta, pessoas e lucro. Abaixo, alguns conceitos que podem ajudar nesta discussão:
Políticas de trabalho mais flexíveis. A pandemia da Covid-19 alterou os processos de recursos humanos como um todo. Os líderes da atualidade devem criar um ambiente que atenda aos anseios dos indivíduos que vivem nesta nova realidade. O objetivo de aumentar a produtividade deve ser norteado pelo bem-estar e pela integridade da pessoa humana. Na raiz do processo, estão normas que agora encontram maior flexibilidade. Gerentes devem administrar resultados e não horários. Para isso, programas de apoio à saúde mental e bem-estar dos colaboradores são imprescindíveis, assim como uma postura mais empática. As pessoas são o ativo mais importante de uma empresa. É crucial, portanto, que as organizações se concentrem em sua força de trabalho e permitam que cada trabalhador libere seu ímpeto, criatividade e talento, visando o melhor aproveitamento das oportunidades, para benefício de todos.

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