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Escrito por Neo Mondo | 15 de dezembro de 2021
Foi de olho neste potencial que a empresa nascida no Vale do Silício (EUA), em 2006, e que se tornou uma gigante avaliada em cerca de US$ 35 bilhões na Nasdaq, incluiu o Brasil em seu roteiro de expansão. “O Brasil já figura como um dos cinco maiores mercados globais de instalação de painéis solares residenciais”, diz Luciano Guará, country manager da Enphase Energy no Brasil. “E a tendência é que o mercado cresça ainda mais.” Nos Estados Unidos, a multinacional já domina 55% do market share de instalações residenciais e, pelo mundo está presente na Europa, Austrália, Indonésia e África do Sul, por exemplo.
A estratégia para o Brasil, onde chegou há cerca de três meses, está baseada na democratização da tecnologia: o sistema modular de microinversores permite adaptar os projetos à necessidade de cada imóvel e a todo tipo de telhado. Dessa forma, ao contrário da modalidade eólica, que sempre esteve baseada em megaprojetos de centenas de milhões de reais, tocados por grandes empresas, a energia solar está cada vez mais acessível aos brasileiros de praticamente todos os estratos sociais.
De acordo com o executivo, os microinversores garantem ainda vantagens competitivas que permitem reduzir o custo total de implantação do sistema em residências. No caso de unidades familiares cujo consumo mensal seja de 150 kW/h (equivalente à média nacional), o investimento total, incluindo a instalação, gira em torno de R$ 15 mil. As diferenças entre os sistemas baseados em microinversores e os inversores string são a eficiência e a durabilidade. Enquanto os primeiros possuem vida útil de 25 anos, idêntica a maioria dos painéis, os string precisam ser trocados a cada sete ou 10 anos.
O sucesso do setor também depende de uma ajudinha da legislação. Guará conta que nos Estados Unidos, após inúmeros acidentes resultantes do uso de sistemas baseados em corrente contínua (string), 49 dos 50 Estados americanos proibiram essa tecnologia.
Melhor para a Enphase, que supriu o mercado com seus microinversores, capazes de transformar em corrente alternada a energia gerada pelos painéis. “A partir daí, nosso crescimento se deu de forma exponencial. Queremos repetir essa experiência no Brasil, atuando com pequenas e médias empresas, além de consumidores residenciais das classes C e D”, destaca o executivo. “Aqui a legislação também está caminhando para regulamentar e garantir condições de desenvolvimento do setor.”
O microinversor é o carro-chefe da Enphase - Foto: DivulgaçãoO que Benjamin Button tinha de errado: a ciência não reverte o tempo, reverte a química
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