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Escrito por Neo Mondo | 7 de junho de 2019
Produção de Natureza
Segundo levantamento realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Brasil registrou em 2017 um total de 10,7 milhões de visitantes em suas Unidades de Conservação (UC), com a geração de cerca de 80 mil empregos diretos, R$ 2,2 bilhões em renda e outros R$ 3,1 bilhões em valor agregado ao Produto Interno Brunto (PIB). Além disso, os visitantes gastaram cerca de R$ 2 bilhões nos municípios do entorno das UC. Os resultados mostram que a cada R$ 1 real investido, R$ 7 retornam para a economia.
Nesse contexto, o registro de espécies raras, a exemplo do mico, reafirma o excelente grau de conservação e o potencial da região para a geração de empregos a partir de atividades orientadas de turismo de natureza. Mas para que isso seja possível é necessário que patrimônios naturais, históricos e culturais, sejam cada vez mais valorizados. “Um dos tesouros desta região é o mico-leão-de-cara-preta. Por isso esse registro é tão animador, pois essa espécie é extremamente rara e, por estar ameaçada, é um símbolo da luta pela conservação da natureza. É uma espécie encantadora e, ao torná-la ainda mais conhecida, valorizamos ainda mais a Mata Atlântica e as Unidades de Conservação”, afirma Elenise.
A iniciativa Grande Reserva Mata Atlântica utiliza o conceito de “produção de natureza” ao comprovar que áreas naturais bem conservadas e que mantêm espécies topo de cadeia e emblemáticas são um atrativo excepcional para atividades de turismo de natureza, promovendo oportunidades de renda para as comunidades locais e garantindo a proteção dessas áreas.
Para isso, o reconhecimento do poder público e da iniciativa privada sobre a importância de investir na conservação do patrimônio presente nesta região é essencial. A responsável técnica do Projeto, Guadalupe Vivekananda, reforça que outra preocupação no desenvolvimento das ações é “contribuir com o resgate do orgulho da população local em viver nestas áreas. Com isso, além dos aspectos de conservação, buscamos influenciar positivamente em todo o contexto local”.
A iniciativa conta ainda com apoio do PrimateActionFund, Mohamed bin Zayed Species Conservation Fund e de instituições parceiras como a Fundação Florestal do Estado de São Paulo, o Departamento de Fauna da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do estado de São Paulo (DeFau), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto de Pesquisas Cananéia (IPEC), a Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), a Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre da Fiocruz, além das Prefeituras de Guaraqueçaba e de Cananéia.
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