Dia Internacional da Biodiversidade 2026

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Dia internacional da
Biodiversidade 2026

Três mil hectares e sete anos: a arquitetura de biodiversidade que a Seguros Unimed construiu antes de virar pauta

Escrito por Neo Mondo | 22 de maio de 2026

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Três mil hectares protegidos. Mais do que uma área conservada, um compromisso de longo prazo com a ciência, a biodiversidade e o futuro de espécies como a arara-azul-de-lear - Foto: Fábio Nunes

Produzido pelo NM Studio em parceria com a Seguros Unimed

foto do logo da seguros unimed, remete ao branded Três mil hectares e sete anos: a arquitetura de biodiversidade que a Seguros Unimed construiu antes de virar pauta

Helton Freitas está no cooperativismo desde 1987. São quase quatro décadas operando numa lógica que a maioria das empresas ainda tenta aprender: que o horizonte de compromisso de uma organização não precisa coincidir com o ciclo de resultados trimestral. Que cuidar de algo antes que ele vire manchete é estruturalmente diferente de responder a uma agenda quando ela já chegou. Essa distinção, que na linguagem cooperativista tem nome — interesse pela comunidade, responsabilidade com o território, comprometimento de longo prazo — é também o que explica por que a Seguros Unimed está presente, neste 22 de maio de 2026, com mais de 3 mil hectares de biomas brasileiros sob proteção permanente, três RPPNs (Mata do Passarinho, Mata do Sossego e Ninho da Tartaruga), além de outra em criação no sertão baiano, na Estação Biológica de Canudos.

O compromisso começa em 2019, quando a seguradora se torna parceira da Fundação Biodiversitas. A parceria não nasceu de uma tendência. Nasceu de uma escolha feita quando a arara-azul-de-lear ainda era uma espécie à beira do colapso — e quando conservação de longo prazo ainda não rendia manchete nem estratégia de marca. Nasceu, como Freitas explicou ao formalizar a parceria, porque "a Seguradora tem o cuidado de longo prazo em sua essência, o que se aplica à natureza e à conservação da biodiversidade."

Essa frase, dita em 2019, descreve com precisão o que os sete anos seguintes tornaram concreto. O apoio às quatro reservas permanentes mantidas pela Fundação Biodiversitas, e cada uma delas é, ao mesmo tempo, a proteção de uma espécie criticamente ameaçada e a proteção do ecossistema que essa espécie ancora.

Na Estação Biológica de Canudos, na Caatinga baiana, é a arara-azul-de-lear, Anodorhynchus leari, que tem uma das recuperações mais documentadas e verificáveis da história da conservação de espécies ameaçadas no Brasil. Na RPPN Mata do Passarinho, na divisa entre Minas Gerais e Bahia, no Vale do Jequitinhonha, é o entufado-baiano, Merulaxis stresemanni — pássaro endêmico da Mata Atlântica que permaneceu desaparecido da observação científica por quase três décadas e hoje ocorre exclusivamente naquele fragmento de floresta protegido pela Biodiversitas, com cerca de mil hectares e mais de 360 espécies de aves registradas. A RPPN Mata do Sossego, em Caratinga (MG), guarda o muriqui-do-norte, maior primata das Américas e um dos cem animais mais ameaçados do mundo, dispersor de sementes sem o qual a regeneração da Mata Atlântica opera em velocidade inferior. E a Reserva Ninho da Tartaruga, criada em 2021 e primeira da Biodiversitas dedicada a uma espécie aquática, protege o cágado-do-paraíba, Mesoclemmys hogei, listado entre os 25 quelônios mais ameaçados do planeta, bioindicador de qualidade de água que só sobrevive em mananciais altamente conservados.

Quatro espécies. Quatro territórios e três mil hectares. Caatinga, Mata Atlântica, sistemas aquáticos. A arquitetura não é simbólica: é a expressão de uma lógica que a Seguros Unimed construiu, ampliou e aprofundou ao longo de sete anos de parceria consistente. O relatório de sustentabilidade da seguradora registra que, desde o início do compromisso, o número de araras-azuis apoiadas pelo programa cresceu de 69 para mais de 2,5 mil indivíduos. É um dado que aparece no balanço não como indicador ambiental decorativo — mas como evidência de que investimento sustentado em ciência de campo produz o que nenhum relatório de intenções produz: resultado verificável em campo.

A dimensão seguinte desse compromisso foi anunciada durante a COP30, em Belém, em novembro de 2025. Na Casa do Seguro da CNSeg — a Embaixada do Seguro na conferência — a Seguros Unimed formalizou seu ingresso no Programa de Patrocínio e Monitoramento de RPPN, com meta de compensar mais de 500 toneladas de CO₂ por ano por três anos, em parceria com a Biodiversitas e a 6Bios, startup brasileira especializada em controle ambiental de alta precisão por satélite com verificação internacional independente. As emissões cobertas estão ligadas diretamente ao uso de veículos da seguradora e, indiretamente, ao deslocamento de colaboradores, transporte, cadeia de valor e resíduos da operação. "Nosso esforço está muito alinhado com aquilo que a Seguros Unimed acredita e ao pilar do cooperativismo, que se preocupa com a comunidade, com o desenvolvimento local e com o meio ambiente", disse Freitas ao anunciar a iniciativa. E completou, com precisão sobre o que diferencia esse modelo de outros programas de compensação: "Este modelo foi desenhado para ser aplicável, acessível e replicável, permitindo que qualquer organização contribua com transparência e resultados reais para a conservação da biodiversidade."

Essa abertura para outras organizações é o núcleo da proposta. O programa com a 6Bios oferece rastreabilidade territorial: as emissões compensadas estão associadas a reservas com coordenadas concretas, histórico científico verificável e monitoramento por satélite auditável por instituição de acreditação internacional. Num mercado voluntário de carbono ainda marcado pela proliferação de créditos sem lastro ecológico real, isso é o que converte compensação em argumento verificável para gestores de risco, comitês de sustentabilidade e conselhos que precisam justificar o investimento com dados que resistam a escrutínio.

O passo mais recente é a RPPN Arara-azul-de-lear — 243 hectares de Caatinga nativa em processo de criação formal no entorno da Estação Biológica de Canudos, que, uma vez homologados, passarão a proteger de forma juridicamente irreversível mais de 190 espécies de aves e ampliarão o perímetro de segurança ao redor do único núcleo reprodutivo significativo da espécie no mundo. "A preservação da Caatinga é fundamental diante dos efeitos das mudanças climáticas. Apoiar a criação desta nova reserva está totalmente conectado com o nosso propósito de cuidar das pessoas e promover uma vida melhor à população", disse Freitas ao apresentar o projeto.

Há uma conexão que percorre todas essas ações e que raramente aparece articulada com clareza no debate sobre biodiversidade corporativa: a relação entre saúde humana e integridade ecossistêmica. A Seguros Unimed é uma seguradora de saúde e sua liderança articula, de forma recorrente, que não há como gerir saúde com consistência sem considerar a interdependência entre a saúde das pessoas, a saúde dos ecossistemas e a estabilidade climática. Essa conexão não é retórica em uma seguradora cooperativista com 36 anos de história e 7 milhões de clientes. É a base operacional de um modelo de negócio que, por sua própria natureza, precisa pensar em horizontes de tempo que o mercado convencional frequentemente recusa.

Neste Dia Internacional da Biodiversidade, o que a trajetória da Seguros Unimed torna visível é uma distinção que o ambiente de negócios brasileiro ainda leva tempo para internalizar: a diferença entre comunicar comprometimento com biodiversidade e construí-lo. Três mil hectares protegidos, quatro reservas ativas em três biomas, um programa de carbono verificável por satélite, uma RPPN em criação e sete anos de parceria científica contínua não são resultado de uma decisão tomada em resposta a uma data comemorativa. São o acúmulo de decisões tomadas antes que a agenda chegasse — e essa é, no cooperativismo, a única diferença que o tempo não apaga.

Este conteúdo integra o especial A Teia da Vida: Biodiversidade, Risco e o Futuro do Planeta, produzido pelo Neo Mondo para aprofundar o debate sobre a biodiversidade como um dos principais desafios ambientais, econômicos e civilizatórios do século XXI. Um especial Neo Mondo em parceria com a Seguros Unimed.

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